Contato direto com artistas e curadores
Os monitores dão vida ao museu, na opinião de Wagner Miranda, um dos mais novos integrantes da equipe do Museu Oscar Niemeyer. ''Senão seria só um espaço aberto'', observa o estudante do curso de História.
Wagner diz que sempre trabalhou em funções mais administrativas e optou pelo trabalho como monitor por causa do aprendizado que a atividade proporciona, mesmo com uma remuneração mais baixa. ''Não deixa de ser um aprendizado para a vida. O diálogo que existe aqui abre a sua visão a diferentes formas de ver o mundo. Você absorve isso e acaba carregando depois'', justifica. ''A arte por si só se mostra. Mas a monitoria dá o auxílio para abrir um pouco a visão do público para o que é a arte, para a vida do artista e porque ele faz esse tipo de arte'', avalia o monitor.
De acordo com Wagner, a atividade também é prazerosa e gratificante. ''Os curadores tratam a gente como iguais, confiam no nosso trabalho'', ressalta. Segundo a monitora Aline Pianaro Batista, especialmente entre as crianças, a notícia de que os monitores estiveram com os artistas tem o poder de tornar a visita ainda mais interessante. ''Elas ficam admiradas: 'Você conversou com eles?''', conta. ''Elas querem abraçar a gente'', afirma a monitora Elaine Cristina Senko.
Elaine também admira a surpresa do público que visita um museu pela primeira vez já adulto, ou mesmo em idade avançada. ''Você vê no olhar deles a alegria pela oportunidade de ainda poder conhecer um museu'', conta a monitora. ''A gente vê que o que a gente está passando não é só informação. A gente está construindo alguma coisa, vê que tem resultado'', observa Wagner. (D.R.)





