Zeca Corrêa Leite
Curitiba está em contagem regressiva para o início de mais um Festival de Teatro. Sua oitava edição, que vai de 18 a 28 deste mês, promete 11 dias intensos para o público, com 21 espetáculos na mostra oficial, 32 no Fringe (a mostra paralela), duas leituras dramáticas, uma noite de performances (início à meia-noite e término às seis da manhã), exibição de filmes, debates, oficinas, lançamento do CD do guitarrista inglês Steve Severin, líder e fundador da banda Siouxsie and Banshees, entre outros et ceteras.
A lista da programação é enorme. Quem se dispuser a embarcar nessa onda não terá do que reclamar, dizem os organizadores. Além das atividades oficiais o 8º FTC deve se espalhar por outras áreas, pois pretende ser um evento aberto, daqueles que aceitam todo tipo de agregados.
A locomotiva é o festival cênico, embora a tendência seja dissipar limites, transformando o evento num grande aglutinador das artes. O mecanismo para que isso aconteça é simples: o que vier a reboque leva a chancela do FTC. Assim será com a realização de mais um Mercado Mundo Mix e a série de festas planejadas por uma promoter curitibana, que escolheu o período para animar a moçada.
Este é um exemplo do espírito que deveria vigorar na temporada, extrapolando a cultura e chegando a outros terrenos, entre eles o comércio. ‘‘Poderia haver liquidações em lojas dos shoppings’’, exemplifica. Essa expansão defendida por Knopfholz mostra a tendência de ampliação do evento. ‘‘Cada vez mais a gente espera que este seja o Festival de Curitiba, não somente de teatro’’, avisa o empresário.
Os onze dias de FTC movimentarão 21 espaços da cidade com apresentações das peças da mostra oficial e do fringe. Serão empregadas no staff cerca de 300 pessoas, entre técnicos de som, luz, produção, pessoal de carga, receptivos, motoristas e toda parte administrativa. Isso, sem contar outras seis diferentes áreas, cinco hotéis e vários restaurantes.
‘‘Se a gente pára, o festival acaba. Ele tem que inovar’’, observa o empresário. A inovação desta ano é a aposta do festival nas estréias. Dos 20 cartazes programados, 13 fazem sua premiSre em Curitiba. Os sete restantes incluem ‘‘O Crime do Dr. Alvarenga’’ que foi encenado em Bauru, ‘‘Roberto Zucco’’, visto somente em Salvador, a ‘‘Opereta - O Homem que Sabia Português’’ que cumpriu temporada somente em Belo Horizonte e ‘‘O Caderno Rosa de Lori Lamby’’ que teve uma única apresentação em São Paulo.
‘‘São espetáculos muito pouco vistos’’, sublinha Knopfholz. Outras platéias terão acesso a eles durante o transcorrer deste semestre, mas a estréia é aqui. Antecipando-se ao que virá, haverá duas leituras teatrais. A de Antonio Araújo - que duas vezes esteve no festival, apresentando-se na Catedral Metropolitana e num posto de saúde - e de Marco Ricca que, ao lado de Rubens Carybé, apresentará ‘‘Shopping & Fucking’’.(Z.C.L.)

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