Construção incentiva a integração com a natureza
Construção incentiva a
integração com a natureza
Haloes Costa e Silva, um goiano de Amarinópolis, e Keirui Casemiro, um índio da tribo Caigang, de Xapecó (SC), trabalham lado a lado na construção do Santuário do Nhundiaquara. Enquanto o goiano foi cuidadosamente arquitetando a construção com madeira roliça, de modo orgânico, desviando de árvores e as vezes mantendo-as dentro do próprio ambiente coberto de palhas vindas de Goiás, o índio tece em taquara, tapetes, janelas e peças ornamentais.
Estou há um ano trabalhando na construção e vivendo neste paraíso, diz Costa e Silva, já lamentando a hora em que tiver que retornar à sua cidade, cuja paisagem e clima são totalmente diferentes. Esse goiano que quer permanecer em Morretes desenvolve um trabalho artesanal em estrutura de madeira e palha do coqueiro indaiá (do cerrado) que trouxe em três viagens de caminhão. São mais de 20 mil palhas, aposta.
Sempre de cócoras, o índio caigang, neto de pagé, parece que também não quer mais ir embora. Confessou que já explorou toda a mata e gostou do que viu. O rio o fascina. Seu filho, o pequeno Lucas, que já começa a aprender a profissão do pai, herdada dos pais e avós, também está encantado com o local onde mora. Ao lado do goiano e do índio, estão também, profissionais como Pedrina Ferreira (trabalho em cipó) e outros operários que deixam o santuário como um verdadeiro santuário. (P.R.)





