Conservatório foi o embrião do Festival de Música
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Reportagem Local 
A história do Festival de Música de Londrina passa pela Rua Pernambuco, nº 903. Foi ali, no Conservatório, que nasceu o embrião do tradicional evento de inverno da cidade. Foi a partir das ''semanas de música'', promovidas pela escola, que os órgãos públicos viram com bons olhos a idéia de bancar um festival de música antiga na ex-capital mundial do café.
Nessas ocasiões, vinham concertistas de renome internacional como Magdalena Tagliaferro, Caio Pagano e Eudóxia de Barros. A idéia ganhou vôo depois um recital de piano e flauta transversal com os artistas curitibanos Henrique e Norton Morozowicz, em outubro de 1978, durante a festa do jubileu de prata da escola. Um mês depois, o projeto de um festival de música começava a sair do papel.
Mas a história da instituição cinquentenária remonta a 1952, quando foi fundada pelas pioneiras Betty Veiga, Maria Luiza Machado e Elza Pinho de Brito. No ano seguinte, a musicista Ruth Lemos veio de São Paulo para dar aula de piano e assumir a direção da escola, permanecendo no cargo durante 22 anos. No período, foram realizados os primeiros concertos individuais, a dois pianos, além de apresentações de harpa, oboé, violão e acordeon.
Este último recebeu impulso com a chegada da professora Evelina Grandis, que formou grupos na época chamados de Regionais. A partir de 1976, a instituição ficou sob a direção de Silvia de Lemos Baptista, filha de Ruth Lemos, que deu continuidade ao trabalho com a colaboração das professoras Walkyria Ferraz, Mirna D'Ávila e Valderez Godoy.
Uma das inovações desta segunda fase do CML foi a criação do Grupo Choro Novo, que, com o espetáculo ''E o choro voltou ...'' trouxe novos caminhos para a escola com a valorização da Música Brasileira e a ampliação do campo de conhecimento musical. De lá para cá, o Conservatório passou por diversas transições, cujas memórias musicais serão lembradas no recital da próxima quinta-feira. (N.S)


