Conscientização - Gentileza gera gentileza
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
O que é a gentileza e como pode ser praticada no dia a dia? Se para os adultos essa parece ser uma tarefa difícil de ser executada nos dias de hoje, imagine para crianças. Ledo engano. Basta explicar o significado da palavra e dar exemplos corriqueiros para que elas deem um show com vários depoimentos. Na sexta edição do "Debatedores Mirins" o tema foi colocado em prova, gerando reflexão entre as crianças sobre a importância de implantá-la na vida cotidiana. O debate faz parte dos eventos paralelos que o Programa Folha Cidadania realiza com as escolas participantes da iniciativa, promovido há 19 anos pela Folha de Londrina.
No encontro que reuniu estudantes do quinto ano das escolas municipais Reverendo Odilon Gonçalves Nocetti (Londrina), Izaura Ferreira Neves (Cambé) e Wilson Chamilete (Jataizinho), seis deles participaram ativamente do debate dando suas opiniões sobre o tema. João Romeo Godoy Maynard, da escola Reverendo Odilon Gonçalves Nocetti, foi o primeiro a comentar dizendo que a gentileza é quando alguém dá o lugar para outro na fila. "Se o lápis do meu colega cair no chão, eu também posso pegar", diz, listando uma série de amigos de sala que, segundo ele, são gentis na escola. "A Tainá me emprestou uma régua quando eu não tinha."
Lucas Cambui Carlos, da escola Izaura Ferreira Neves, lembrou de quando teve o braço engessado e precisou de ajuda algumas vezes. "Várias crianças me ajudaram nessa época. Quando eles precisarem, vou fazer a mesma coisa", resumiu o menino. E a retribuição é o objetivo de João, que prometeu ter atitudes mais gentis no futuro. "Abrimos uma feirinha de brinquedos usados e tento ser bem educado com as pessoas", declarou. "Ser gentil é muito fácil, basta querer ser", disse Daniely Fátima Barreto Moura, da escola Wilson Chamilete.
Questionados sobre o uso de palavras como "bom dia", "obrigado" e "por favor", Alan Max Bonassa Alves, da escola Izaura Ferreira Neves, foi sincero ao admitir que não tem o costume de falar, mas quer mudar o comportamento "para ser mais feliz". "São pequenas palavras que fazem uma grande diferença", concluiu. Kawany Mayeda de Carvalho, da escola Reverendo Odilon Gonçalves Nocetti, também confessou que não usa muito as "palavras mágicas" na escola. "Mas em casa eu sempre falo."
Se as crianças podem ter algumas dúvidas de como praticar atos de gentileza, elas demonstraram saber exatamente o que não é. "Minha avó falava muito palavrão quando estava dirigindo. Eu acho que isso não é um bom exemplo", entregou o falante João. Lucas aproveitou a deixa e comentou que a mãe também não é muito gentil. "Ela não gosta que as pessoas a ajudem." Por fim, mais acostumados à plateia que os assistia, concluíram que gentileza torna a vida mais feliz, alegre, amorosa, fácil. Conselhos que, certamente, todo adulto precisaria ouvir e refletir.
Professora da Escola Municipal Wilson Chamilete, Joseana Rosário Cesar comentou que o auxílio mútuo entre os alunos é constantemente estimulado na instituição. "Temos um aluno que é deficiente auditivo. A acolhida do menino foi tão grande que as crianças aprenderam a se comunicar com linguagem dos sinais para que ele não fique excluído", exemplificou, complementando que as crianças maiores são responsáveis por cuidar das menores na entrada da aula, e há um projeto de rádio para saudação aos alunos.
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