Era uma vez uma linda garotinha negra que sonhava em ser branca. Na verdade, na sua imaginação ela já era branca, pois não se aceitava negra. O processo de ''embranquecimento'' a perseguia de diversas formas: na hora do banho se esfregava com força para ver se a pele clareava e só saía de casa com chapinha no cabelo ou com trancinhas bem apertadas. O cabelo crespo, ao natural, nem pensar.

E assim foi até chegar à faculdade de pedagogia, onde finalmente se aceitou como negra, percebendo a beleza que já existia dentro dela mesma. ''Essa história parece ficção, mas é a mais pura verdade'', admite a professora Janaína Moraes, que hoje também se dedica à contação de histórias para crianças, levando aos pequenos um universo encantado onde assuntos delicados podem ser trabalhados de forma sutil e que acabam tocando o coração.

Janaína participou do projeto "Respeito não tem cor", coordenado pela professora Loreane Stefanon, na Escola Municipal Sebastião Feltrin, de Rolândia. As atividades começaram a ser trabalhadas no começo do segundo semestre, tendo a sua culminância nas vésperas do dia 20 de novembro, quando se comemorou o Dia da Consciência Negra. Leia mais na matéria de Ana Paula Nascimento.

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Quebrando tabus

Enquete: o projeto contribuiu para a reflexão sobre os males causados pelo preconceito?

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