Consciência negra: respeito não tem cor
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Redação FolhaWeb 
Era uma vez uma linda garotinha negra que sonhava em ser branca. Na verdade, na sua imaginação ela já era branca, pois não se aceitava negra. O processo de ''embranquecimento'' a perseguia de diversas formas: na hora do banho se esfregava com força para ver se a pele clareava e só saía de casa com chapinha no cabelo ou com trancinhas bem apertadas. O cabelo crespo, ao natural, nem pensar.
E assim foi até chegar à faculdade de pedagogia, onde finalmente se aceitou como negra, percebendo a beleza que já existia dentro dela mesma. ''Essa história parece ficção, mas é a mais pura verdade'', admite a professora Janaína Moraes, que hoje também se dedica à contação de histórias para crianças, levando aos pequenos um universo encantado onde assuntos delicados podem ser trabalhados de forma sutil e que acabam tocando o coração.
Janaína participou do projeto "Respeito não tem cor", coordenado pela professora Loreane Stefanon, na Escola Municipal Sebastião Feltrin, de Rolândia. As atividades começaram a ser trabalhadas no começo do segundo semestre, tendo a sua culminância nas vésperas do dia 20 de novembro, quando se comemorou o Dia da Consciência Negra. Leia mais na matéria de Ana Paula Nascimento.
Leia mais:
Quebrando tabus
Enquete: o projeto contribuiu para a reflexão sobre os males causados pelo preconceito?


