Conquistas e reivindicações
No ''Dia da Consciência Negra e de Luta Contra a Discriminação'', a presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra, Vilma Santos de Oliveira, também conhecida como Mãe Mukumbi por sua atuação no candomblé, destaca alguns avanços do movimento.
Para ela, a implantação do sistema de cotas na UEL (que teve 2.193 negros inscritos para o vestibular de 2005) foi uma grande vitória para diminuir a exclusão social. Entre as reivindicações da comunidade, também está a viabilização em Londrina da Casa do Negro um espaço cultural permanente para a comunidade de negros e afro-descendentes, estimada em 21% da população da cidade.
''Tivemos muito apoio do governo atual para as questões do negro e espero que ele nos ajude a tornar possível esse espaço cultural, uma reivindicação antiga que vai ser importante para o desenvolvimento de vários projetos'', diz Vilma.
Ela também ressalta que é fundamental que o Conselho tenha uma secretaria ou esteja vinculado à alguma coordenadoria. ''O Conselho ainda está muito solto. Não temos uma base, com suporte do governo, primordial para o desenvolvimento de políticas públicas.''
A criação da Secretaria de Promoção e Igualdade Racial (Seprir), pelo governo federal, que ano em 2005 vai organizar a sua 1 conferência nacional, é destacada por ela como um fato importante para a discussão de assuntos pertinentes entre as minorias raciais. ''Negros, muçulmanos e ciganos, exemplos de categorias menos favorecidas no país, poderão ter um espaço para discutir seus problemas e buscar juntos as soluções''.
Além de presidente do Conselho, Vilma também coordena o projeto de extensão '' Tradições e Identidade'', da UEL, e o ''Afoxé'', que faz parte dos projetos estratégicos da Rede da Cidadania. Ela também foi fundadora da Associação Afro-Brasileira na cidade.(A.P.N.)





