Em 2012, foram oferecidas 18 oficinas culturais para os alunos, dentre elas, de alimentos, informática, dança, primeiros socorros, dança, arte circense, pipa, maquiagem, cabeleireiro, culinária e musicalização. Ao passar pelos corredores da escola e salas de aula, a animação era evidente, com alunos atentos e participativos nas atividades que eles tiveram a liberdade de escolher fazer.
Com a sala cheia, inclusive com a participação de alunos especiais, o professor de educação física Aldemar Marques de Souza ensinava os mais diferentes tipos de pipas tradicionais. Depois de ganhar uma pipa aos cinco anos de um professor, ele não desistiu até conseguir ''desvendar'' os mistérios daquela engenhoca que ganhava o céu. ''Como não tinha muito recurso, fazia pipa com papel jornal e cola de farinha, o que acabava deixando ela pesada demais'', lembra. Hoje, ele se diverte em passar para frente o conhecimento que adquiriu: ''Um segredinho é cuidar da vareta do meio, é ela que vai ser responsável pelo equilíbrio da pipa'', recomenda.
Na oficina de moda, a fashion designer Jana Favoreto, ex-aluna do colégio, comandou as dicas de customização de camisetas para as alunas. ''Elas estão adorando porque é algo que mexe com a criatividade e o legal é que podem aproveitar o que já têm em casa, usando materiais recicláveis'', explica. De visual novo, as alunas ainda tiveram dicas de maquiagem com Danielle Vieira, maquiadora que também é ex-aluna do colégio.
No quesito primeiros socorros, quem participou da oficina recebeu boas noções de como se portar diante de situações de perigo, como acidentes de trânsito, observando principalmente os sinais vitais, como nível de consciência da vítima, respiração e pulsação.
Já na quadra da escola, a oficina de arte circense do professor André Zambaldi, de Ibiporã, chamou a atenção com os exercícios de equilíbrio, de corda bamba, perna de pau e até de pirofagia (demonstrado só pelo professor). ''É interessante que cada vez mais as escolas estão se interessando por esse tipo de trabalho, que sai da rotina e traz algo novo aos alunos'', afirma Zambaldi. ''Achei muito legal e divertido'', confirma a aluna Maria Beatriz Hoffmann, de 16 anos. (A.P.N)

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