Conhecimento que se espalha
Com apenas 15 anos e tocando baixo há três, Lucas Teixeira de Albuquerque procurou o curso de Prática de Músicas do Mundo em busca de novos aprendizados. ''É muito 'escroto' você ficar tocando o mesmo sempre. Tem que dar uma revolucionada no vocabulário de música'', justifica.
Mas, além de contribuir para a formação dos próprios alunos, o conteúdo do FML sempre acaba sendo disseminado. ''Posso usar esse conhecimento nas minhas aulas, para os alunos entenderem mais profundamente a música que ouvem'', propõe Carlos Alberto de Paula, professor de artes da rede estadual de ensino, lembrando que cada vez mais a música tem recebido influências de outros países.
A produtora cultural Regina Reis havia participado, junto com uma amiga, da mesma oficina em Curitiba, e já vinha dividindo o que aprendeu. ''Como ainda lembrávamos de algumas coisas e tínhamos o disco com as músicas, formamos um grupinho. A vontade é montar um grupo de estudo de música e danças étnicas, e tem muita gente interessada'', revela, acrescentando que também vai participar da oficina de dança para reforçar o aprendizado. ''O mundo é muito grande e diverso, e é bacana ter a oportunidade de escutar, experimentar e ainda mexer com o corpo junto com a música. Além disso, é uma oportunidade para encontrar pessoas, bons professores. É tudo de bom'', argumenta Regina, que vem frequentando cursos do FML há mais de 15 anos. (A.I.)





