Hoje a cidade de Londrina comemora 79 anos de fundação e é inegável o progresso que conquistou em tão pouco tempo. Na última sexta-feira, um grupo de 29 alunos do 4° ano da Escola Municipal Arthur Thomas, de Londrina, aproveitou para visitar o Museu Histórico de Londrina, em mais uma atividade que integra o Projeto Conhecer Londrina, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o museu. Diante de tantas fotos e objetos históricos, a constatação de vários fatores que contribuem para a evolução de uma cidade. Tudo faz parte de um processo, numa profunda relação interdependente entre a ação do homem e a natureza.
No belo prédio histórico de estilo alemão, antigamente utilizado como estação ferroviária, logo na entrada os alunos são estimulados a imaginar como seria o visual do local décadas atrás, com dezenas de charretes estacionadas ao redor para pegar o trem. Como se o apito do próximo de trem de partida soasse, os alunos entram animados no prédio que possui uma exposição histórica permanente e outra itinerante sobre os 40 anos do Coro da UEL.
Com monitoria dos estagiários Aryane Kovacs Fernandes e Thiago Garcia, do curso de História da UEL, os alunos são levados a um tempo repleto de desafios. As imagens fotográficas de grande dimensão da flora local – com imensas figueiras e peroba rosa - dão uma boa ideia do desmatamento que ocorreu para que uma cidade começasse a nascer no meio de uma floresta. A cada clareira aberta, uma casinha de palmito ia surgindo: uma forma de demarcar território do lote comprado da Companhia de Terras Norte do Paraná, cujo escritório ficava onde hoje localiza-se o Teatro Ouro Verde.
Diante da precariedade da acomodação, perguntas sobre a presença dos animais (empalhados) na cozinha e o local para se fazer as necessidades fisiológicas renderam boas gargalhadas. A Casa Central, venda de secos e molhados, também mexeu com a curiosidade dos pequenos, já que no local eram vendidos desde penicos até fumo e lamparina. Difícil imaginar a vida urbana sem eletricidade, computador, televisão...
A parte dos brinquedos antigos foi bastante comentada entre eles. As bonecas não foram consideradas "muito bonitas", mas as gavetas envidraças com caminhões feitos de madeira e peões já agradaram mais - e com certeza até hoje seriam motivo de diversão mesmo para crianças acostumadas com tanta tecnologia.
Outra parte que ganhou destaque na exposição foi a de produção de café, essencial para o crescimento da região. Até uma réplica do sistema de produção industrial de café foi reproduzida e encheu os olhos da criançada. Da chegada do caminhão carregado de café ao depósito até a embalagem final, tudo é explicado de uma forma bem didática e interessante.

40 anos do Coro da UEL
Em meio a painéis com fotos históricas, figurinos antigos e novos e até uma vitrola reproduzindo um disco gravado pelo coral, os alunos também puderam conhecer um pouco de um patrimônio cultural da cidade na área de música que vem encantando gerações. Da primeira regente – Mimi Luck, passando pelo maestro Othonio Benvenutto – responsável pela estruturação do coral e da Orquestra Sinfônica da UEL -, e os regentes atuais, a oportunidade de aprender a valorizar uma parte importante da história musical de Londrina.

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