Biblioteca e Internet – Dedicado à leitura e à pesquisa, esta é a grande novidade do Comboio Cultural. O ônibus oferecerá às comunidades atividades que vão desde a pesquisa pela Internet e no acervo da biblioteca à dramatização de histórias, leitura de contos e local para lançamento de livros de autores locais. O interesse despertado na população fez com que os organizadores optassem por um ônibus mais espaçoso; é também um dos mais visitados.
Música e ecologia – ‘‘Gente Criança’’, espetáculo dirigido por Fátima Ortiz – co-autora do texto juntamente com Enéas Lour –, foi a montagem que deu início a todo este processo, em meados dos anos 90. Tomando por base o CD ‘‘Gente Criança’’, de Rosy Greca, os autores criaram um musical que fala da ecologia e das artes, simultaneamente. Enfim, é através da arte que se abre a janela para o mundo, diz o texto.
Ópera de Mozart – Depois de ‘‘Gente Criança’’ o desafio maior foi colocar ópera em cena, também nessa fase que daria origem ao comboio como é traçado atualmente. O diretor Marcelo Marchioro conseguiu o intento: adaptar a obra de W. A. Mozart para os mais variados públicos. Parte das canções foram transformadas em falas, mas a música do genial compositor está presente, interpretada por cantores líricos.
Sapatos enfeitiçados – ‘‘Solas e Meias Solas’’ é um espetáculo divertido que faz parte do ônibus dedicado à dança. Um duende toma as dores de um sapateiro e enfeitiça os sapatos: todos aqueles que os calçarem se tornarão dançarinos. São mostrados variados estilos musicais como o chorinho ao tango, tecno, fandango, rap, sapateado. Cinco bailarinos ocupam o palco central, palcos extras nas laterais e sobre a carroceria.
Folclore paranaense – Através de músicas e brincadeiras encenadas com bonecos, o folclore do Paraná sobe ao palco. Bernardo Sicuro e Heleno Jesus da Silva são os atores-manipuladores que dão vida ao ‘‘Menino, Vou te Contar’’, espetáculo dirigido por Manoel Kobachuk. As músicas de Nhô Belarmino e Nhá Gabriela abrem e fecham a sessão, que conta histórias folclóricas colhidas em diversas regiões do Estado.
Monólogo da solidão – Com uma carreira que está chegando aos cinco anos, ‘‘O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene’’ é um monólogo defendido por Hélio Barbosa. A solidão é o tema do trabalho escrito por Timochenco Wehbi (autor de ‘‘A Vinda do Messias’’, grande sucesso de anos atrás) e mantém-se cada vez mais atual. Direção de João Paulo Leão.
Grão de areia apaixonado – Uma história de amor entre um grão de areia e uma estrela é contada no ônibus Circo. Quem conta a história são a Cia. Thespis e Grupo Ação de Theatro. O objetivo é mostrar às crianças que todos os sonhos podem se tornar realidade, basta acreditar neles e persistir.
Música de câmara – De Bach a Villa-Lobos. Alguns séculos de composições camerísticas estão no ônibus de Música Erudita, com apresentação do Grupo de Câmara de Ponta Grossa. A formação do conjunto tem quatro violinos, viola, violoncelo, trompa, trumpete e trombone. Os músicos executam obras de Bach e Vivaldi, passam pela renascença francesa, até chegar aos contemporâneos brasileiros como Ernanni Aguiar e Villa-Lobos.
Samba e choro – A finesse da música brasileira está no ônibus de MPB. Oportunidade para se ouvir canções que nasceram eternas como ‘‘Na Baixa do Sapateiro’’, de Ari Barroso, ‘‘Brasileirinho’’, de Waldir Azevedo, ‘‘Apanhei-te Cavaquinho’’, de Ernesto Nazareth, ‘‘Carinhoso’’, de Pixinguinha. Para trazer à cena essas maravilhas, entre outras, sobem ao palco Gerson Bientinez e o grupo Brincadeira Brincadeira Tem Hora!

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