Conheça as forças e as fraquezas da cidade
No relatório enviado pela pesquisadora Patrícia Monteiro Lacerda, do Observatório de Políticas Culturais de Montevidéu e Unesco, foram destacados quatro iniciativas que delimitam a política cultural de Londrina: Lei de Incentivo a Projetos Culturais; Incubadora de Projetos Culturais (serviço oferecido pela Secretaria de formação dos produtores culturais para formatação e execução dos projetos); Conferência de Cultura (formatou a política cultural da cidade) e Rede da Cidadania (programa de integração sócio-cultural do município).
Mas nem tudo são flores nessa seara. Nedson Micheleti está no limiar de uma administração histórica, em que pela primeira vez em Londrina a cultura protagoniza os projetos da administração pública, ou tudo pode escorrer pelo ralo numa futura gestão se alguns pontos não forem atacados.
O relatório enumera algumas fraquezas da cidade na área de cultura, como a necessidade de ampliar o orçamento do setor diante da crescente demanda. Há escassez de técnicos e funcionários para levar adiante tantos projetos e isso precisa ser revertido urgentemente. A necessidade de descentralização e ampliação do acesso à cultura é resultado da grande concentração espacial da oferta de bens e serviços culturais.
Mesmo com a implantação da Rede da Cidadania, circuito cultural integrador, persiste ainda o problema do acesso a bens culturais. Somando-se a isso, há necessidade de consolidação de equipamentos públicos de qualidade. O relatório enumera como fragilidade a necessidade de superar os interesses de grupos estabelecidos e incluir no processo de produção cultural novos agentes.





