Confusões dão o tom de comédia nacional
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quinta-feira, 08 de agosto de 2013
Isabela Rosemback<br>Folhapress 
São Paulo - Em "Vendo ou Alugo", filme que estreia hoje nos cinemas, Marieta Severo é Maria Alice - mulher que tenta vender o casarão em que vive com a mãe, a filha e a neta, no Rio de Janeiro. O problema é que ele fica ao lado de uma favela.
Marcos Palmeiras é Jorge, traficante com quem a protagonista se relaciona.
"Maria Alice é inconsequente e faz qualquer coisa para se virar", adianta Marieta Severo.
A confusão começa quando um gringo (Nicola Lama) e um pastor (André Mattos) resolvem visitar o imóvel, interessados em adquiri-lo. "É como em "Anjo Exterminador: quem entra na casa não sai mais", diz Betse de Paula, roteirista e diretora do longa, referindo-se ao clássico de Luis Buñuel, de 1962.
Amigas da mãe, uma empregada e outros personagens colaboram para que o clima na residência beire o caos, conforme as cenas avançam.
Antes de chegar aos cinemas, "Vendo ou Alugo" foi apresentado ao público, neste ano, durante o Cine PE, festival nacional de cinema de Pernambuco. Saiu de lá premiado em 12 categorias - inclusive as da crítica e do júri popular.
Ainda assim, não foge de clichês nem de caricaturas e repete piadas de outros filmes da produtora Mariza Leão - a mesma de "De Pernas pro Ar" (2010 e 2012) e de "Totalmente Inocentes" (2012). "Corremos riscos com o trabalho por ser politicamente incorreto. Mas ele foi bem recebido", vibra Mariza.
Maria Alice, por exemplo, vive de bicos questionáveis. "Mas o filme é um baú de coisas, um olhar sobre a convivência entre as várias camadas da sociedade, sem julgamentos", diz Marieta.
A pacificação dos morros cariocas, a especulação imobiliária e a visão dos gringos sobre o Rio são questões que entram no roteiro.


