Conflitos de Zero e Ene
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de maio de 1998
Simone Mattos 
As relações entre o ser humano e o mundo que o cerca são o tema principal da peça O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene, montada pela Companhia do Drama 2, de Curitiba, e que estará neste sábado no palco do espaço alternativo Núcleo 1 do Festival Internacional de Londrina (Filo).
Dirigida e produzida por João Paulo Leão, a peça faz com que o público reflita sobre questões existenciais, num jogo dramático.
Zero, interpretado pelo próprio diretor, passa o tempo todo perseguindo o personagem Ene, vivido pelo ator Hélio Barbosa, sem nunca alcançá-lo. Na verdade, Zero e Ene representam duas pessoas que se encontram quase sempre nas ruas, mas não são percebidas pelos outros que passam.
O conflito existencial é ressaltado nas complexas relações dos personagens, em seus medos e dramas. O diretor propõe uma montagem onde o ator está em primeiro plano e constrói o espetáculo. A peça tem duração de 55 minutos e texto de Timochenco Wehbi.
O ator Hélio Barbosa estreou em Curitiba em 85, no espetáculo A Viagem de um Barquinho, com direção de Paulo Martins. Nestes 13 anos de carreira ele já recebeu quatro prêmios no Troféu Gralha Azul.
A carreira do ator, diretor e produtor João Paulo Leão teve início em 84, quando estreou na direção ao lado de Edson Bueno, na montagem Um Rato em Família. Como ator, além de outros importantes trabalhos, ele contracenou com Paulo Autran em A Vida de Galileu, que estreou em Curitiba em 89.
A Companhia do Drama 2 foi fundada em 93, mas se tornou profissional em 97, com a montagem da peça O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene, que foi aprovada pela Lei de Incentivo à Cultura e iniciou a sua temporada em Curitiba.


