• Cambirimba: este é, com certeza, o mais pitoresco nome de cachaça, e olhe que ela os tem às centenas. Deriva do vocábulo africano banto cabinda, que significa ‘‘prostituta’’.
• Cauim: Bebida de índio feita com mandioca cozida, geralmente fermentada com saliva, pois a raiz era previamente mastigada, processo que se repete em várias culturas primitivas, como, por exemplo, entre os índios do altiplano boliviano no fabrico da chicha.
• Dabucuri: banquete que uma tribo de índios oferece a outra, com variados pretextos. Dura três dias, tem comida, bebida, música e mesmo um protocolo rígido, pelo menos no começo, antes que o cauim comece a subir.
• Latingar: se você encontra em um texto de João do Rio ou de Melo de Morais um personagem que diz que vai latingar, não pense bobagem, ele simplesmente vai comer. Era um termo de gíria da época, quando também se dizia ‘‘moquir’’. E o que é que você está achando engraçado? Não se diz hoje ‘‘rangar’’, ‘‘morfar’’, ‘‘grampear’’?
• Orizófago: pessoa que se alimenta basicamente de arroz. Não é, obrigatoriamente, um japonês.
• Taipeiro: prato muito cheio de comida variada. O P.F. sertanejo (NE).
• Urtiga: é uma planta da família das urticárias, é claro, cujo contato com a pele causa coceira e sensação de queimadura, o que também é claro. O que não é tão claro para muitos, é que os cozinheiros da Borgonha (França) fazem com uma variedade de urtiga um prato de caracóis chamado Escargots aux orties, famoso como entrada. Talvez daí tenha nascido a expressão ‘‘comer e coçar é só começar’’.

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