CONFETE
- Sapato branco, calça da mesma cor, camisa colorida e muita, muita simpatia no palco e no camarim. Essa criatura atende pelo nome de Jair Rodrigues, que fez um show exemplar e contagiante no domingo, antes dos desfiles das escolas do Grupo A, em Londrina. O ''cachorrão'', como ele mesmo se intitulou, arrasou cantando e terçando sambas, marchinhas, marchas-ranchos e até sertanejo (Majestade o Sabiá), e foi aplaudido. Fez muita gente mexer as mãozinhas em ''Deixa isso pra lá'', em que enxertou raps. ''Adoro Chorão, Marcelo D2 e a rapaziada dos Racionais MCs'', informou ao público completamente fascinado. Ao final, ganhou bolo de aniversário ele completou 66 anos do Rei Momo, Diamante Negro, e, comemorou. ''Que eu me lembre, essa é a primeira vez que comemoro aniversário longe da família. Mas estou feliz porque a família londrinense me recebeu muito bem'', comentou. Mais que boa impressão, Jair Rodrigues deu um brilho a mais no Carnaval deste ano.
- Uma das mais respeitadas mães-de-santo de Londrina, Vilma Santos Oliveira, Yá Mukumbe, mostrou que é carnavalesca por vocação. De um dos camarotes, aplaudia, cantava e incentivava todas as escolas que passavam. No entanto, não se fez de rogada e criticou a postura da atual administração da Quilombo dos Palmares, sua escola do coração. Para ela, a Quilombo tem que retomar seu caminho natural e voltar-se mais aos projetos que envolvem a comunidade.
Muita gente não entendeu, então vamos explicar. Os destaques do carro abre-alas da Quilombo dos Palmares eram um rapaz só de sunga (Alex Lima), outro de smoking (Misael de Paula) e uma noiva de seios à mostra (Ilana Santos). O que representavam? Simples, Dona Flor e seus dois maridos. O enredo foi dedicado aos 20 anos da escola e fazia homenagem também ao escritor Jorge Amado. Captaram?
- A rainha do Carnaval de Londrina esqueceu a alegria em casa. Bonita, a moça pouco se esforçou para mostrar samba no pé. Enquanto isso, o Rei Momo Diamante Negro cumpriu com nobreza seu ofício.
- Tudo bem que a alegria conta mais. Porém não dava pra se fazer de cego e parar de botar reparo nos glúteos flácidos de algumas passistas. E algumas ainda faziam a linha ''sissi''. Ou seja, se sentiam. (Antônio Mariano Júnior)





