Conferência Mundial discute turismo do próximo século
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domingo, 30 de agosto de 1998
Da Redação 
Arquivo FolhaPenínsula de Yucatan, no México: país continuará a ser o principal destino latino-americanoO comércio eletrônico no setor de turismo nos Estados Unidos saltará de US$ 1 bilhão (1998) para US$ 4 bilhões (2010). Além disso, até o ano 2000, 42 novos navios serão lançados ao mar, ampliando o volume de passageiros de sete para nove milhões. E em 2020, 1,6 bilhão de turistas (14% europeus) irão gerar uma receita de US$ 2 trilhões. Esses são alguns números apresentados durante a Conferência Mundial sobre Comércio e Turismo, realizado recentemente na Suíça. O encontro foi organizado pela Unctad-United Nations Conference on Trade and Development, e reuniu delegações de setores públicos e privados de 56 países. O São Paulo Convention & Visitors Bureau esteve no encontro que preparou propostas, discutiu e apresentou recomendações para o setor de turismo e transporte aéreo a partir do ano 2000.
Segundo Roberto Gheler, presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau, as perspectivas para o Brasil nunca foram tão boas. Ele prevê que a América do Sul e o Brasil, em especial, irão vivenciar um grande desenvolvimento turístico e econômico nos próximos 20 anos. O estudo da ONU aponta um crescimento no tráfego aéreo internacional da região acima da média mundial e investimentos estrangeiros em infra-estrutura hoteleira e de lazer, gerando empregos e distribuindo riquezas, acrescenta.
Outros números apresentados no encontro: em 2020, os destinos mais procurados serão China, EUA e França; e os maiores emissores, Alemanha, Japão e EUA. A América do Sul recepcionará 43 milhões de passageiros (62% de vôos intra-regionais). Os passageiros de vôos de longa distância sobem de 23 para 38%. A América do Sul apresentará também o melhor desempenho do continente e uma das taxas de crescimento anual mais altas do mundo: 4,9% em média, desde 1995. Apenas China e Rússia terão taxas superiores - respectivamente 8% e 6,7%. O México continuará a ser o principal destino latino-americano recepcionando 3,1% dos viajantes internacionais e finalmente, nas Américas, os Estados Unidos irão liderar todas as chegadas de passageiros, com 8,6%.


