Conexão internacional
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de junho de 2014
Luana Borges<br>TV Press 
Guardadas as devidas proporções, Fernando Belo leva uma vida de cigano. Atualmente, o ator se prepara para voltar ao ar como o Alex de "Boogie Oogie", próxima novela das seis da Globo. Mas ele se divide entre Los Angeles, nos Estados Unidos, e Rio de Janeiro. Quando se formou no mestrado em Artes Cênicas pela CalArts, renomada escola americana, chegou a pensar que se estabeleceria de vez por lá. Mas, depois que viveu o prefeito Lua no "remake" de "Saramandaia", ficou com vontade de conciliar projetos nos dois países. "Não sei onde moro ainda. Não sei se é lá, se é aqui... Mas o legal é que estou trabalhando nos dois lugares", empolga-se.
Desde meados de maio, Fernando está envolvido com as gravações do folhetim de Rui Vilhena, que assina sua primeira trama como autor titular. Desta vez, o ator foi convidado pelo produtor de elenco Luciano Rabelo para interpretar Alex em "Saramandaia", passou por dois testes antes de acertar sua escalação. Poucas semanas depois, já estava envolvido com a preparação. Por conta própria, Fernando, que é de São Paulo, decidiu conhecer as redondezas de Niterói, município do Estado do Rio de Janeiro, onde vive o núcleo de Alex. "Explorei ruas, bairros e paisagens. É importante ter isso na cabeça para criar o mundo do personagem", explica. Como a história se passa nos anos 1970, o ator também aproveitou para escutar as histórias do pai, que era jovem na época. "Meu pai era um boêmio do Rio de Janeiro. Quando fiz a prova de figurino, achei que fiquei a cara dele", surpreende-se.
Na trama, Alex é um advogado que está prestes a se casar com Sandra, protagonista interpretada por Isis Valverde. A relação tem tudo para dar certo. Não fosse por um detalhe: a moça já teve um relacionamento com Pedro, de José Loreto, irmão de Alex. "Apesar do meu papel ser o de um cara que se enquadra no perfil do bom moço, ele é humano o suficiente para 'roubar' a garota do irmão", pondera. Quem fica no meio da confusão é a mãe dos rapazes, encarnada por Sandra Corveloni. Foi ao lado da atriz, inclusive, que Fernando gravou sua primeira cena. Nos bastidores, os dois conversaram bastante para desenvolver o afeto entre mãe e filho na ficção. "Tentamos ficar próximos e estabelecer uma relação, na medida do possível, para isso aparecer durante a sequência", ressalta.
O hábito de buscar referências e realizar pesquisas para os papéis que interpreta independentemente de ser uma exigência da produção da novela é algo que Fernando traz de sua experiência no teatro. Como o ritmo da televisão é mais veloz, chegar no "set" com as características do personagem bem estabelecidas é fundamental para o ator. "O diretor grava a cena duas ou três vezes e vai pegar a melhor para levar ao ar. Ele não pode passar o dia inteiro esperando o ator fazer bem. É preciso estar pronto na hora de gravar", ressalta.
TEATRO
Assim que terminar os trabalhos em "Boogie Oogie", Fernando volta para os Estados Unidos, onde está com alguns projetos engatilhados. Um deles é a adaptação para o teatro de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", que será apresentada no United Solo Festival, em Nova Iorque. "De lá, parto para temporadas em Los Angeles e na Europa. Espero que no ano que vem possa trazer essa peça para o Brasil também", torce o ator, que explora as redes sociais para divulgar o projeto. "O Brás Cubas tem páginas no Twitter, no Instagram e no Tumblr", conta.


