'Conexão Brasil' está quase pronto
Zeca Corrêa Leite
De Curitiba
As filmagens de Conexão Brasil estão chegando ao fim, e provavelmente em julho o longa-metragem produzido pela Tigre Produções, de Cascavel, fará sua estréia nas telas dos cinemas. Este final de semana foi movimentado para a equipe do filme, que trabalhou em diversos pontos de Curitiba. Houve até a participação de policiais do Grupo Tigre e cenas no Aeroporto Afonso Pena. A produção conta com o apoio da Secretaria da Cultura e Prefeitura de Cascavel.
Conexão Brasil, orçado em R$ 900 mil, estendeu suas locações entre Foz do Iguaçu, Paraguai, Cascavel e Curitiba. Ele está sendo considerado o primeiro produto de intenção cultural gerado pelo Mercosul.
Sexta-feira pela manhã, em Curitiba, atores e figurantes concentraram-se no esqueleto do fórum, uma construção eternamente inacabada erguida junto aos prédios dos poderes públicos. À tarde foram rodadas cenas no prédio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. A movimentação estendeu-se a rodovias próximas à cidade, com a simulação da explosão de um helicóptero, e ao aeroporto Afonso Pena.
O filme narra a história de um agente da Polícia Federal que impede o contrabando de armas do Paraguai ao Brasil. Numa dessas operações, ao tentar fugir de um confronto com o policial, morre o filho de um dos chefões do crime organizado. Dois anos depois é desencadeada a vingança.
Dirigido pelo paranaense Antonio Marcos Ferreira e pelo carioca Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, Conexão Brasil vem somar-se a outras produções da Tigre: Acerto Final (1992), Fronteira sem Destino (1995) e A Filha do Chefe (1997). O filme aumenta também a lista de títulos que fazem de Cascavel um pólo cada vez mais importante na cinematografia nacional.





