Conduzindo miss Geovana
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de dezembro de 2002
Antônio Mariano Júnior<br> Reportagem Local 
Vaidosa, só usa roupas em que as cores se combinam e não sai de casa se não passar ao menos um batonzinho básico. E por onde passa, arranca elogios pela sua beleza. Não bastasse, tem uma desenvoltura própria de quem nasceu para ser o centro das atenções. Pudera, a londrinense Geovona Bichere de Oliveira é a Mini Miss Brasil 2002. Tem cinco anos, a teteinha. Lourinha de belos olhos verdes. Claro, por trás de uma bela miss há sempre uma mãe orgulhosa e atenta com o assédio à filha. Mas vai logo avisando que não forçou Geovana a viver no mundo das passarelas, dos holofotes, dos elogios, do glamour. ''Ela faz porque gosta e não porque é um desejo dos pais. Quando a Geovana não quiser mais, paramos tudo na hora'', avisa Alexandra, 28 anos, que teve uma breve carreira de modelo e hoje é auxiliar de enfermagem.
Por enquanto, tudo é um conto de fadas para Geovana. Falante, a menininha diz adorar ser miss. E quando alguém fala que ela não é bonita a resposta é matreira: ''É uma mentira que dói''. Tem toda razão, Geovana! Pois bem, a escalada da bela guria começou por acaso. No começo do ano, a professora da pré-escola, a Tia Ana, admirada com a vivacidade e beleza de Geovona, disse à mãe que a loja de um shopping estava fazendo testes com crianças para uma campanha publicitária.''Percebia que ela tinha postura, mas não sabia por onde começar a encaminhá-la'', conta Alexandra.
Encaminhada para o Studio Desirré Soares, acabou por ser selecionada para colocar o rostinho no comercial. Era só o começo. Promovido pelo próprio Studio, tirou o segundo lugar no concurso ''Garotinha Mirim'', em abril deste ano, o que lhe rendeu uma bolsa de estudo no curso de manequim e modelo a formatura acontece amanhã. Um booker ou olheiro, a convidou ao Mini Miss Paraná, em junho, no qual venceu 18 concorrentes com idade entre 4 e 7 anos.
Como consequência natural, disputou e ganhou o título de Mini Miss Brasil, desbancando 30 candidatas. O concurso foi realizado em julho, no Centro de Eventos de Itajaí (SC). A mãe? Bem, Alexandra já não se cabia em si de tanta satisfação. E veio o convite para participar, no dia 23 de novembro, do Mini Miss Nations que reuniu, nessa categoria, dez meninas de países como Venezuela, Ucrânia, Equador, México, entre outros. A disputa ocorreu em Bento Gonçalves (RS).
A vencedora foi a miss Colômbia, chamada Wendy. Geovana voltou para Londrina com a vencedora de ''Best Talent'' (show de talentos), com direito a faixa concedida pelos jurados embevecidos com a dança do ventre apresentada pela menina. Para ir ao Rio Grande do Sul, a mãe, Alexandra, correu atrás de apoios e patrocínio passagens aéreas, tecidos, costuras, semi-jóias, entre outros itens já que os promotores concediam apenas hospedagem e alimentação. Mas a empolgação foi a mesma. ''Ah, mãe de miss se empolga, grita como louca, fica rouca. Mas mantive a postura. Fiz questão de ir com a Geovana, cumprimentar a vencedora'', conta. Os apoios vieram das seguintes pessoas e empresas: Arabian Show, Zazá Programa, Mariana Coletti, Liutti semijóias, João Milanez, Monalisa Tecidos, Dina Maris, Samara Baby, Prima Dona e Fátima Cabeleireira.
Alexandra admite que em algumas vezes se projetou na filha, porém, como faz questão de frisar, sem maiores desvarios. ''Claro, que como mãe eu me sinto como se tivesse realizado uma carreira profissional. Fui modelo, me casei nova, mas sei que é a Geovana quem está brilhando com a beleza dela'', admite. Se tem medo que a filha cresça deslumbrada ou ''metidinha'', como adjetivou, a resposta é convicta. ''Sabemos da formação que demos aos nossos filhos. No caso da Geovana, nós a preparamos para as perdas e ganhos da vida''.
O jogo de cintura mesmo foi driblar a ciumeira que acometeu a filha mais velha, Ananda, de 11 anos. ''Contornamos a situação. Ela é muito bonita também. Explicamos que o dom dela era outro'', afirma. Com, Pedro Henrique, de 4 anos, não teve nenhum problema. ''Somos muito religiosos e todos os nossos filhos sabem que o amor é o mesmo para todos'', contemporiza. Mas no fundo, no fundo, Alexandra não consegue esconder aquele brilho, aquele sorriso prestes a se abrir quando se referem a ela sendo como a mãe da Mini Miss Brasil. ''Ah, não dá para explicar essa emoção'', diz diplomática.
Leia mais sobre o assunto na página 2.


