Concursos e caraoquês
Entre os amadores da colônia japonesa, cantar só no chuveiro não basta. Tem que ter plateia. Para os descendentes, o caraoquê é coisa séria, com direito a concursos concorridos. Um passatempo que caiu também no gosto brasileiro.
Para se manterem em forma e enfrentarem os concursos de caraoquê, cantores malham a voz nas aulas de canto. Há 20 anos, a agricultora aposentada Edna Kaneta, 63 anos, segue a rotina de exercícios vocais.
''Quando comecei a cantar, o caraoquê estava na moda. Todo mundo cantava e resolvi cantar também'', conta Edna.
Interesse semelhante e que começa como um hobby ajuda o professor de canto e pioneiro na preparação de cantores para caraoquê, Ricardo Orikasa, a manter uma média anual de 100 alunos e oito escolas no Paraná.
Atualmente com dois alunos brasileiros, Orikasa diz que, nos últimos 10 anos, a procura por aulas de canto aumentou.
''Tenho alunos engenheiros, médicos, agricultores, entre outros. Cinquenta por cento quer aprender para disputar concursos de caraoquê, mas muitos querem cantar por hobby'', afirma Orikasa.





