Concurso de beleza em xeque


Nelson Sato Reportagem Local
Nelson Sato Reportagem Local

Tentar resgatar o glamour, eles tentaram. Mas a edição do Miss Brasil 2003, que coroou a estudante Gislaine Ferreira no último sábado, parece que vai ficar para a história como mais um capítulo constrangedor na recente temporada de trapalhadas reveladas pelo concurso.
Depois do episódio-Joseana de Oliveira, que foi obrigada a entregar a faixa de Miss Brasil 2002 para a vice Taiza Thonsem por ser casada (o que é proibido pelo regulamento e só foi descoberto a dois meses do fim de seu reinado), agora é a vez da eleição da miss Tocantins ser colocada em xeque sob suspeita de fraude.
O motivo é um fax sem assinatura enviado à Redação do jornal Diário de S.Paulo na última sexta-feira, véspera do concurso, garantindo a vitória da menina de Patos de Minas. ''Apesar de o concurso não ter acontecido, infelizmente já se sabe, de antemão, quem será a vencedora deste título: a Miss Tocantins, Gislaine Rodrigues Ferreira'', dizia o fax.
A Rede Bandeirantes, que comprou os direitos de promoção e transmissão do evento, vai pedir um laudo técnico aos auditores do concurso a fim de provar a lisura da eleição. Desde terça-feira, o assunto vem ocupando a pauta de vários programas de TV, especialmente aqueles dedicados a fofocas de celebridades.
Aproveitando o bafafá, misses regionais se exibem diante das câmeras para denunciar supostas irregularidades nas inscrições para o concurso. Na noite de terça-feira, a miss Minas Gerais Rafaela Tinti e a miss Goiás Ana Camila Faria levaram um rosário de queixas a Luciana Gimenez no programa ''Superpop'', da RedeTV!.
Segundo elas, algumas misses eleitas em seus respectivos Estados foram impedidas de participar do concurso nacional. Ambas duvidaram da legitimidade do resultado. ''A Gislaine não é de Tocantins, e além disso ela foi a vice e não a vencedora no concurso de Minas'' salientou Rafaela. De fato, a única relação da nova Miss Brasil com Tocantins é que seus pais possuem fazendas por lá.
Os organizadores do concurso argumentam que não houve nenhuma ilegalidade em convidá-la para representar outro Estado. A regra do evento, de acordo com eles, exige apenas que as inscritas sejam brasileiras ou naturalizadas há pelo menos seis anos. A própria concorrente do Amazonas foi uma carioca. O problema para as derrotadas é que desta vez foi uma candidata biônica que levou a coroa.

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