Há 29 anos, o sonho de Cinderela motiva a participação das profissionais da noite curitibana no concurso da ‘‘Bem Bolada’’. As mulheres da noite, representantes de casas noturnas, boites, saunas e casas de programas ainda se inscrevem com a intenção de atrair as atenções de um bom partido.
O concurso da ‘‘Bem Bolada’’ é um dos bailes de carnaval mais concorridos da cidade e lota os locais onde ocorre. O concurso, que já tem história, foi uma iniciativa do carnavalesco Antônio Luiz Vieira, conhecido como ‘‘Barriga’’ para salvar financeiramente o clube Sociedade Batel. Com a morte de ‘‘Barriga’’, o irmão dele Mário Neri tomou a frente do concurso auxiliado por Antonio Carlos Gaio e o seu filho Cláudio Roberto Gaio.
No início, o concurso acontecia na Sociedade Batel mas o clube não sobreviveu financeiramente e fechou as portas. O ‘‘Bem Bolada’’ mudou-se para o Clube Operário onde conheceu a glória, esteve por três anos no Clube Show Santa Cândida e este ano aconteceu, ontem, no Cristal Palace Bailes e Shows. Apenas em 1995 não houve o concurso.
As casas noturnas inscrevem suas candidatas com alguns dias de antecedência. ‘‘Mas as estrelas só são inscritas na hora. As casas guardam suas cartas preciosas na manga’’, conta Cláudio Roberto. Por isso, nunca se sabe quantas moças vão concorrer até a hora do concurso. Mas a média é de 50 concorrentes todos os anos.
As candidatas se apresentam em grupos de dez, de cada grupo são classificadas três semi-finalistas. Ao final, quatro moças são premiadas. Todas ganham um troféu e faixa comemorativa. Na ordem ascendente as vencedoras levam também um aparelho de som com CD, duas TVs de 14 polegadas e uma de 20 polegadas para a rainha Bem Bolada.
O júri é formado por 13 pessoas que só são conhecidas na hora para evitar o acesso e não haver corrupção. Os quesitos analisados são beleza, plástica, simpatia e samba no pé.

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