A Escola Estadual São Judas Tadeu, de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), e o Colégio Estadual do Jardim Independência, de Sarandi (7 km a leste de Maringá), foram os vencedores na Região Sul do concurso literário ''Viagem Nestlé pela Literatura'' nas categorias 8 série do Ensino Fundamental e Ensino Médio, respectivamente. A entrega dos prêmios será realizada em fevereiro.
As escolas receberão troféus, cada professor/coordenador de projeto ganhará R$ 10 mil, cada aluno integrante da equipe vencedora na categoria Ensino Fundamental será premiado com R$ 500, e na de Ensino Médio, com R$ 1 mil. O ''Viagem Nestlé pela Literatura'' foi criado em 1999 e é uma parceria da Fundação Nestlé de Cultura com o Ministério da Cultura (MinC), com apoio do Ministério da Educação (MEC).
Para participar, as escolas inscritas receberam kits que continham os livros ''De Notícias e Não Notícias Faz-se a Crônica'', de Carlos Drummond de Andrade, e ''Melhores Poemas de Guilherme Almeida'' (selecionados por Carlos Vogt), CDs e reproduções de obras de Cândido Portinari, homenageado nesta edição do prêmio. A partir deste material, os alunos - os grupos, apenas um por escola, deveriam ser compostos de no máximo 20 estudantes - teriam que desenvolver textos sobre o tema ''Ler: compreender o mundo''.
A escola São Judas Tadeu venceu com o poema ''Qual é a chave?'' e o colégio do Jardim Independência, com o texto ''Asas Abertas''. Por coincidência, em ambos os casos, os grupos vencedores tiveram formações idênticas: foram compostos por nove alunas. ''Cada estudante fez um texto e depois fizemos outro juntando idéias de todas'', explica Francislene Adriana Batistela Titto, 17 anos, estudante do Ensino Médio no colégio do Jardim Independência.
Na escola de Sarandi, a coordenação do projeto ficou com as professoras Maria de Fátima Fernandes e Édina Mariucio Aranha. Na escola São Judas Tadeu, a professora Joselba Hass supervisionou o trabalho. ''Este resultado foi motivo de grande orgulho, pois demonstra que o ensino público de Palmeira está entre os melhores do Estado. E foi nossa primeira participação no prêmio'', comemora Márcia Regina Pereira Ristow, diretora da escola São Judas Tadeu.
''Até o ano passado, as melhores colocações no prêmio eram das escolas particulares. Este ano, as públicas melhoraram'', aponta Adauto da Silva, diretor do colégio do Jardim Independência, que participa do prêmio desde a primeira edição. ''Todos os alunos têm vocação para alguma coisa, é preciso estimular. Por isso mantemos diversos projetos, de música, teatro, esportes, aulas de xadrez, uma rádio estudantil''.
As estudantes concordam. ''Semprei gostei muito de ler, o prêmio foi um estímulo a mais. Adoro poesia: Bocage, Drummond. E gosto de descobrir autores desconhecidos, destes dos quais você não tem nenhuma referência e tenta entender o que eles viveram e quiseram dizer'', explica Francislene.

mockup