Concertos intimistas
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terça-feira, 30 de abril de 2013
Nelson Sato<br>Reportagem Local 
A Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) divulgou ontem uma nova série de concertos na cidade, intitulada "A música que toca a alma", cujas apresentações serão realizadas na Catedral Metropolitana.
A estreia do projeto será dia 7 de maio, uma terça-feira, na capela da igreja. A proposta, porém, é que os concertos ocorram às quintas-feiras, uma vez por mês, alternando com as apresentações também mensais no Cine Com-Tour/UEL.
"A filosofia do projeto é voltar ao Centro, atraindo o público para essa região da cidade como fazíamos até o incêndio do Teatro Ouro Verde (ocorrido em fevereiro de 2012). Outro objetivo é valorizar cada músico da orquestra", explicam o maestro titular Maurizio Colasanti e o diretora da Casa de Cultura da UEL Magali Kleber.
Pela iniciativa, a Osuel se apresentará com formações reduzidas. "Serão apresentações camerísticas com poucos músicos que executarão peças sacras mescladas com temas barrocos, sobretudo composições que valorizem a introspecção. Os concertos terão curta duração, no máximo 50 minutos", assinala o regente.
O repertório para o primeiro concerto já foi escolhido e traz músicas de Tomaso Giovanni Albioni (1671-1751), Georg Friedrich Haendel (1685-1750) e Johann Sebastian Bach (1685-1750). Além da capela, também serão realizados concertos no salão da catedral, ambos com capacidade para 100 ou 120 pessoas. A série será estendida até dezembro, com um intervalo em julho durante o Festival de Música.
As demais atividades da Orquestra serão conduzidas paralelamente, como é o caso das apresentações didático-pedagógicas levadas às escolas da rede pública de ensino. Já os concertos no Cine Com-Tour/UEL deixam definitivamente de ser gratuitos. A primeira apresentação paga foi no domingo passado com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
"A sala estava cheia. Não sentimos nenhum diferença de público. Acredito que as pessoas não acham ruim em pagar. Acho que sentem até um alívio em contribuir - ainda que com um valor simbólico - com um bem da cidade. A orquestra está no coração dos londrinenses. Além do mais, os concertos de todas as orquestras são pagos. Aqui é que sempre foi uma exceção", salienta Cícero Cordão, chefe da Divisão de Música da Casa de Cultura da UEL e trompetista da Osuel.


