Mario CesarDa esquerda para a direita a soprano Catherine Vendevelde, a pianista Cristiana Pegoraro, o regente Jonathan Grieves Smith e a mezzo-soprano Anna Haase. Atrás, sentados, o tenor Christoph Rosel e o baixo Jorg Gottschick: concertos em Londrina e no Teatro Municipal de São PauloA série Crystal Palace reserva um grandioso espetáculo para esta noite, no Cine-Teatro Ouro Verde, em Londrina. A partir das 20h30, sobem juntos ao palco o Coro della Accademia Nazionale di Santa Cecilia, de Roma (Itália), e a Orquestra de Câmara Salzburger Kammervirtusen, da Áustria. O ponto alto da programação são as grandes obras de Wolfgang Amadeus Mozart.
Para completar, o concerto terá regência do maestro Jonathan Grieves-Smith e participação da soprano belga Catherine Vendevelde, da mezzo-soprano alemã Anna Haase, do baixo alemão Jorg Gottschick, do tenor alemão Christoph Rosel e da pianista italiana Cristiana Pegoraro.
As primeiras atrações do concerto serão ‘‘Sinfonia em ré maior, KV 181’’, e ‘‘Concerto para Piano e Orquestra em ré menor, KV 466’’, com solo de Cristiana Pegoraro. ‘‘Os movimentos da Sinfonia em ré maior KV 181 são Allegro Spiritoso, Andantino Graciozo e Presto Assai’’, conta Lilian Almeida, da Vivarte Produções Culturais, organizadora do evento.
A musicista lembra ainda que Mozart começou a compor sinfonias com oito anos de idade, e criou algumas obras engenhosas, claras e artísticas. Mas foi somente depois da experiência adquirida em Mannheim, por volta de 1777, que suas possibilidades relativas à música instrumental entraram em ação. Lilian Almeida explica que algumas das sinfonias de Mozart foram escritas num período de quatro a seis semanas e ‘‘são tão perfeitas em seus pormenores e de tão vasta envergadura por seus sentimentos e por sua estética, que são consideradas fenômenos da história musical’’.
Depois do intervalo, o público deve se preparar para ouvir uma das mais belas e trágicas obras de Mozart, ‘‘A Grande Missa em dó menor KV 427’’, que tem ingredientes fortes como dramaticidade, tensão e sofrimento.
A parceria entre o Coro di Santa Cecilia e a Orquestra de Salzburgo vai dar o toque especial a esta apresentação. Com tradição secular, o Coro é o único grupo italiano que se dedica exclusivamente ao repetório sinfônico e ao grande patrimônio da música polifônica nacional. Criado em 1566, o grupo tem viajado pelo mundo com suas turnês. Vale a pena destacar as participações no Festival do Século 20, em Paris (1952); nas comemorações de 750 anos de Berlim, na Alemanha (1987); na ópera Otello, com a Filarmônica de Berlim (1995); e nas celebrações do bicentenário do Tricolore a Reggio Emília e do Dia Mundial da Juventude, em Paris (1997).
Com sete anos de carreira, a Orquestra Salzburger Kammervirtusen tem arrancado elogios da crítica nas cidades onde se apresenta. Caracterizada pela intensa atmosfera musical de Salzburg, a orquestra tem um repertório que abrange desde a música barroca e clássica até obras de compositores modernos. Segundo informações da Mozarteum, de São Paulo, tudo isso graças à influência de personalidades do mundo artístico, como Bruno Walkter, Bernhard Baumgartner e Sandor Vegh. O concerto promete emocionar a platéia com a performance dos seus 80 integrantes. Nos dias 22 e 23 o coro e a orquestra estarão no Teatro Municipal de São Paulo. Essas são as três únicas apresentações no Brasil.

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