Comunidade se une para salvar tartarugas
O Projeto Tamar, de proteção às tartarugas marinhas, é um capítulo à parte na viagem a Salvador. Pescadores e voluntários participam do projeto, mantido pela Petrobras e iniciativa privada. Os pescadores recebem em média um salário-mínimo por mês para colher os ovos, demarcar ninhos e soltar tartaruguinhas no mar. Tudo sob a orientação de biólogos e especialistas.
O Tamar funciona há 23 anos e tem 700 funcionários. Até o final da década de 70, não havia no País um trabalho sério voltado à preservação das cinco espécies do animal, existentes na costa brasileira e que estiveram sob a ameaça de extinção. Hoje, o Tamar mantém 20 bases distribuídas por oito estados, em pontos estratégicos da costa. São pontos de desova e de alimentação. Na costa baiana, o projeto é bastante intenso.
De acordo com a Revista da Praia do Forte, editada pela Abril a pedido da Praia do Forte Eco Resort, uma pousada de luxo a 12 quilômetros de Salvador, no primeiro ano de atividade do Tamar, 8 mil filhotes foram soltos no mar. Vinte anos depois, o balanço é de que 5 milhões de tartarugas foram salvas. Em 2002, foram monitorados 600 mil nascimentos. O QG do Tamar fica na Praia do Forte. E o período de desova das tartarugas vai de setembro a março.
Monique, uma garotinha de 10 anos, é uma dos muitos guias mirins que hoje trabalham voluntariamente para o Tamar. Assim como ela, muitas crianças se revezam durante a semana e finais de semana, repassando informações básicas e didáticas para os visitantes. A entrada para conhecer os tanques com tartarugas e ainda outras espécies vigiadas pelo Tamar custa R$ 4,00. (L.D.)





