Comprar iene é opção para ir à Copa
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quarta-feira, 22 de maio de 2002
Gisele Zangueiro Agência Estado 
São Paulo Resta pouco tempo para os torcedores que assistirão aos jogos da Copa do Mundo de Futebol, no Japão e na Coréia do Sul, acertarem os detalhes de sua viagem. Dúvidas sobre quanto dinheiro levar e a melhor forma em espécie, traveller check ou cartão internacional costumam ser frequentes.
Uma das opções mais cômodas e seguras em qualquer roteiro internacional costuma ser o traveller check, ou cheque viagem. É aceito em hotéis, vários estabelecimentos internacionais, como lojas e restaurantes, e também pode ser trocado pelo dinheiro local em instituições financeiras ou postos de câmbio.
Caso o torcedor restrinja a sua visita ao Japão para os jogos do Brasil na segunda fase, o ideal é levar traveller checks em iene (moeda japonesa) para perder menos dinheiro com mais de uma conversão cambial, aconselha o diretor de traveller checks da American Express, Elyseu Mardegan.
Ao invés de pagar as taxas em cada conversão se levar traveller check em dólar na viagem ao Japão, pode fazer a troca direto de real para iene e pagar apenas uma vez, explica. No País, a única empresa a ter o produto na moeda japonesa é a American Express (Amex), que registrou aumento de 40% na demanda do produto por parte dos bancos, dos agentes de viagem e das casas de câmbio.
O produto oferecido pela Amex pode ser adquirido em três valores, 10 mil, 20 mil e 50 mil ienes. Em dólares, o equivalente a 78, 156 e 391 dólares norte-americanos. De acordo com Elyseu Mardegan, em acordo com a Amex, o Bradesco já faz a venda dos travellers pela Internet. A Amex entrega o cheque na casa do cliente.
O Banco do Brasil (BB) também emite travellers checks, mas apenas em dólar. Os correntistas do banco podem adquirir US$ 10 mil a cada compra, enquanto os não-correntistas, US$ 3 mil a cada compra.
O gerente de divisão da área de produtos do BB, Rosângela Prazeres, também aconselha diversificar as formas de se levar dinheiro nas viagens internacionais. Os travellers têm muita aceitação, maior segurança e podem ser trocados facilmente. O dinheiro em espécie é bom para pequenas despesas.
A diversificação pode evitar contratempos, uma vez que o viajante está longe de seu país e, muitas vezes, não fala a língua local. Sempre é bom ter dinheiro em espécie. Pode ser o equivalente a US$ 100 ou US$ 200 para pagar despesas menores. Na Coréia do Sul, Elyseu Mardegan acredita que a aceitação dos traveller checks em iene e dólar será equivalente. O ideal é fazer um planejamento do roteiro e de quanto vai gastar. Se for ao Japão e à Coréia, a melhor opção é o traveller check em iene. Se for a outro país, o dólar talvez seja a melhor opção. Essa decisão depende muito da viagem, aconselha Mardegan.
Outra vantagem dos travellers é a segurança, uma vez que os valores são reembolsados em caso de perda ou roubo. Para tanto, é preciso registrar a ocorrência na Central de Atendimento da emissora do traveller e informar o valor, os números de séries, o local e a data da compra. Por isso, é importante fazer um controle dos travellers gastos.
Os travellers têm dois campos de assinatura. O primeiro (superior) deve ser assinado no momento da compra. A segunda assinatura (inferior) somente deve ser feita no momento do pagamento de conta ou troca, na presença de quem estiver recebendo o traveller.
Outra possibilidade é usá-los diretamente no comércio, receber o troco pela diferença, ou trocá-los por cédulas na medida da necessidade. É aconselhável que o turista procure os bancos para fazer o câmbio no exterior, pois costumam oferecer a melhor cotação.
Normalmente, o pior câmbio é o das estações de trem, dos aeroportos e das casas de câmbio que funcionam perto dos postos turísticos. Os travellers checks que sobrarem poderão ser guardados para uso em outras viagens, pois não têm prazo de validade.


