Compostagem também é tema de estudo científico
Aproveitando a recente determinação da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) de que estabelecimentos comerciais e residenciais definam seu plano de gestão do lixo, um grupo de seis alunos do primeiro ano do Ensino Médio se dedicou a pesquisar como iniciação científica a forma de aproveitar o lixo orgânico da escola.
Depois de testarem diversas técnicas de compostagem aeróbica, chegaram a um resultado ideal, sendo que o adubo feito a partir de folhas, gramas e hortaliças já está sendo utilizado na horta da escola - agora revitalizada - e mantida com esmero pela educação infantil. E o adubo resultante tem cheiro agradável, semelhante ao ''cheiro de floresta'', lembram os jovens pesquisadores ao explicarem aos pequenos sobre o assunto.
Verduras e legumes viçosos e sem a utilização de agrotóxicos ou fertilizantes são a prova viva de que a experiência vem dando certo. As crianças também se empolgam na hora de adubar a terra e ver o resultado de 35 dias de plantio. Outro lado bom é que podem se deliciar com os produtos que ajudaram a cultivar.
Para o manejo do restante do lixo orgânico produzido pela escola - como sobras de carne e outros alimentos - e que normalmente geram mau cheiro e moscas, a ideia foi encaminhar a lavagem para criadores de porcos em propriedades rurais próximas à escola.
Os alunos Gabriel Vivan (texto) e Jéssica Natsumi Watanabe Romero (ilustração) também elaboraram um revista educativa sobre a importância da compostagem. Em linguagem acessível, os personagens PGzinho e ''Bocão'' - que se refere ao tambor onde se faz a compostagem - dão o seu recado. E com o apoio do colégio, os alunos da rede municipal de ensino irão receber 500 exemplares do material educativo. (A.P.N.)





