Com o objetivo de estimular nos alunos cada vez mais um comportamento leitor - em que o aluno vai adquirindo cada vez mais autonomia na hora da leitura e se sente mais seguro em fazer suas próprias escolhas -, as escolas são incentivadas a criar formas mais criativas de trabalhar a leitura em sala de aula.
Na Escola Municipal San Izidro, os alunos do pré mesmo ainda não alfabetizados já são estimulados a praticar a leitura sensorial, a partir das figuras, levando em conta também a memória da narrativa da história que ouvem da professora, dos pais ou de contadores. Driblando a timidez, a pequena Alina, de 5 anos, foi muito bem na leitura do livro para a sua turma e no final colou mais uma folhinha na ''Árvore da Leitura'' - painel colado na parede da sala que exibe o quanto a leitura tem sido uma atividade bastante praticada.
Já na Escola Municipal Hikoma Udihara, a leitura em voz alta feita pelos alunos também integra os trabalhos, mas sempre seguida por uma dramatização para fixar o conteúdo. Assim, a história de ''A Vaca Rebeca'', contado pelo aluno Levi, virou um teatrinho com direito a cueca de bolinhas vermelhas (que a personagem ganha na loteria), boneca musical e bichinhos de pelúcia.
Como forma de recreação, a professora Andréia Oldemburgo - há dois anos no projeto - também gosta de trabalhar a dança de forma recreativa para o desenvolvimento da expressão corporal, no início ou final de suas aulas. Ao som da música ''Desengonçada'', de Bia Bedran, os alunos se divertem sem saber que essa atividade também contribui para a aprendizagem da escrita e da leitura. (A.P.N.)

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