COMPORTAMENTO - ELE É O CARA!
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de julho de 2006
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Os números apenas reforçam o prefixo apresentado no nome de um dos principais heróis das HQs: nos cinco primeiros dias de exibição, o filme ''Superman O Retorno'' (Warner Bros) arrecadou mais de US$ 84 milhões nos Estados Unidos e Canadá.
Pois é. Ele consegue ser mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva, segurar nos braços um boeing em queda, resistir a tiros de metralhadora e ainda manter os cabelos penteados depois de toda essa odisséia. O filho de Krypton, que nas horas vagas também atua como o repórter desajeitado Clark Kent, arranca suspiros das mocinhas e lascas de inveja em muitos marmanjos embora a maioria negue até a morte. A história começou na década de 30 com os clássicos quadrinhos que vem ganhando novas adaptações e aventuras em páginas, telinhas e telonas.
A Folha2 acompanhou dois fãs do herói na estréia nacional do filme, no Multiplex Catuaí, e conversou a respeito da expectativa após 19 anos sem um longa-metragem do Homem de Aço.
O primeiro superfã é professor de Física. Aos 23 anos, Moisés Davi Sobral é aficcionado por tudo que envolva ficção científica, inclusive os poderes extra-humanos do Superman. ''Sou fã desde que vi pela primeira vez os filmes na Rede Globo. Hoje eu tenho box com todos os DVDs do filme, da série Smallville, tenho a trilha sonora que é maravilhosa'', orgulhou-se.
Para ele, o quinto filme do Superman agradou por diversos aspectos. ''A trilha sonora foi mantida, o visual está perfeito, a história ficou muito boa. O encaixe dessa versão com os dois primeiros filmes também ficou perfeito. O fim que eles deram ao Lex Luthor foi demais. Achei esse filme o melhor de todos'', disse o professor.
Na nova trama, seu antigo inimigo, agora vivido por Kavin Spacey, dá início a um plano que pode torná-lo o homem mais poderoso do planeta. Além dessa ameaça, o herói depara-se com um ''detalhe'' inesperado: seu grande amor, Lois Lane, seguiu com sua vida e constituiu uma família.
Sobral comenta que o ator Brandon Routh, recrutado para vestir o famoso uniforme azul e vermelho é bastante parecido com o Christopher Reeve, sem deixar de fora o tom de voz e a interpretação do pacato Clark Kent. ''Além disso, o filme mostrou um pouco de Smallville quando ele aprendeu a lidar com os poderes , e os efeitos especiais ficaram dignos de Oscar'', palpitou. O jovem professor não economiza quando o assunto é super-herói: além da coleção de DVDs, possui os bonequinhos dos Super Amigos, desenho consagrado na década de 80. Mas a expectativa se volta para o boneco em vinil do Superman com mais de um metro de altura, encomendado pela internet. ''Ele é um cara invencível aos nossos olhos. O planeta dele está numa tecnologia totalmente avançada, diferente da Terra''. E se realmente existisse um Superman? Sobral acredita que ele faria grandes obras. ''O Brasil é um país cheio de defeitos. Acho que ele descobriria os verdadeiros ladrões na política. No fundo, todo mundo já quis ser o Superman algum dia'', disse.
Ser praticamente imortal e ter poderes especiais foram os atrativos que mais despertaram a atenção de Wilmer Wallace Muller, tecnólogo em processamento de dados. ''Isso tudo me empolgou bastante. No meu entendimento, ele é um cara bom que pode espalhar essa bondade aos demais seres humanos, já que os habitantes da Terra tem um lado mal'', revelou.
Como a maioria dos fãs, seu interesse começou com os primeiros filmes. ''Com certeza todo mundo já quis sair voando, já quis ser o Super-Homem. Isso mexe com a fantasia das pessoas''. Apesar de não colecionar gibis, Muller lembra que o papel de parede se seu computador é o emblemático ''S'' que o herói carrega estampado no peito. ''Sempre estou me atualizando com notícias que saem na TV e sites. O meu e-mail é 'superman arroba...', destacou. Entre as qualidades ressaltadas pelo tecnólogo, ele acredita possuir a principal delas: ser ''bonzinho''. ''Essa questão da bondade é contagiante. Eu também trabalho num jornal; só faltava meu nome ser Clark Kent'', brincou.
Quanto ao filme, Muller diz que, devido a evolução tecnológica, os truques são menos visíveis que antigamente. ''Não dá para perceber muito, mesmo sabendo que é mentira, mas encanta esse mundo da fantasia. Já estou na espera do próximo. A gente, que é fã do Superman, sabe que sempre haverá um bom filme para assistir''. Outro ponto destacado foi o aumento de super-heróis. Segundo ele, antes, os olhos eram praticamete voltados ao Super-Homem e ao Batman nos filmes: ''Hoje houve uma pulverização de heróis''.


