São Paulo - O programa ''O Maior Brasileiro de Todos os Tempos'' (SBT) termina hoje com três concorrentes no páreo. Na primeira fase da atração, as votações ocorreram pela internet, de onde saíram os 12 mais votados e uma lista que ia da 13 posição até a centésima. A partir disso, os 12 candidatos se confrontaram em nove eliminações, restando três.
Para Carlos Nascimento, não há favoritos. ''Santos Dumont foi um grande inventor. Já Chico Xavier e Princesa Isabel dedicaram suas vidas para ajudar o próximo. Essa doação conta muito'', diz o apresentador.
Para o diretor da atração, Michael Ukstin, o saldo da disputa é positivo. ''O programa tem um formato mais sério, diferente do habitual. Mesmo assim, conseguiu cativar o público.
A falta de políticos entre os finalistas pode ser considerada surpreendente, já que, entre os 12 finalistas, havia quatro: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Getúlio Vargas (1882-1954) e Juscelino Kubitschek (1902-1976). Porém, todos eles acabaram sendo derrotados. ''A figura dos políticos está em baixa, isso pode explicar a ausência deles nesta final'', afirma o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer.
Na maioria dos países que já exibiram programas com formato semelhante, políticos venceram a votação aberta ao público. É o caso da Inglaterra, que terminou com a vitória do ex-presidente Winston Churchill (1874-1965), e da África do Sul, que elegeu o ex-presidente Nelson Mandela.
Para Fleischer, a eleição brasileira cometeu uma injustiça ao eliminar alguns dos políticos que concorriam ao posto. ''Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas foram muito importantes na história e no desenvolvimento do Brasil e poderiam estar entre os finalistas'', defende.

mockup