Curitiba – Um terço da programação do Fringe deste ano é formado por espetáculos gratuitos, sendo na rua ou em espaços fechados. Uma novidade de 2016 é o "pague quanto quiser", iniciativa colaborativa da produtora carioca Quebra Perna Produções. Ela está trazendo para Curitiba 36 trabalhos teatrais de diferentes companhias independentes do Rio de Janeiro. Com essa proposta, quem decide o valor do ingresso é o público. As peças são gratuitas, mas quem gostou pode colaborar, no final, com uma quantia em dinheiro. Os trabalhos da Quebra Perna ficarão em cartaz em diferentes pontos da cidade entre os dias 23 e 28 de março, abrindo com "Dois perdidos numa noite suja", do autor brasileiro Plínio Marcos, que completaria 81 anos em 2016.
Pelo terceiro ano na coordenação do Fringe, Priscila de Morais destaca essa característica de aproximar o grande público do festival, com espetáculos mais acessíveis. Ela lembra ainda as oitos mostras que o Fringe traz, destacando o Novo Teatro Português e a Mostra Pernambucana para Teatro da Infância e Juventude, sendo que essa última terá ainda oficinas informativas abertas ao público sobre como apresentar teatro para crianças.
O primeiro Fringe aconteceu em 1947 na cidade de Edimburgo (Escócia). Surgiu espontaneamente quando companhias que não estavam na programação do Festival Internacional de Edimburgo resolveram criar um evento paralelo. Desde então outros Fringes surgiram pelo mundo.
O Festival de Curitiba importou essa ideia em 1998. Trata-se de um espaço aberto, democrático sem curadoria. Qualquer grupo que tenha 80% de seus participantes com registro profissional pode participar. Depende apenas da disponibilidade de espaços. (A.D.C.)

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