Companhia de Paranavaí faz 30 anos
Benedito Praxedes Júnior
De Paranavaí
Especial para a Folha2
O TEP (Teatro Estudantil de Paranavaí) está comemorando uma proeza: 30 anos de existência. Sem dúvida, poucos grupos teatrais do Estado, e até mesmo do Brasil, conseguem ostentar tal longevidade. Para marcar a data, a partir de amanhã, os atuais integrantes do TEP vão encenar peças já apresentadas pelo grupo. No dia 26, acontece uma confraternização que tem a audaciosa proposta de reunir o maior número possível de ex-integrantes entre 120 e 130 pessoas.
Quando surgiu em 1969, pelas mãos do professor de História e Sociologia do Colégio Estadual de Paranavaí, Huany França, o TEP foi criado pelos quartanistas do colégio e tinha o propósito de arrecadar fundos para a formatura. A peça escolhida foi Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, exibida no dia 20 de setembro de 69.
Para Paulo César de Oliveira, único remanescente da primeira formação do grupo, o TEP cresceu muito mais do que a proposta inicial. Depois que ultrapassou as fronteiras da classe estudantil que o criou, a trupe passou a abrigar pessoas das mais diferentes profissões e atividades.
Um impulso importante para o surgimento do grupo foi, segundo Paulo César, a criação do Femup (Festival de Música e Poesia de Paranavaí), em 1966. Para reforçar esta identidade de Paranavaí com as artes, ele destaca que entre 1973 e 1975, a cidade tinha 10 grupos de teatro, que só não se perpetuaram devido às dificuldades, como a falta de espaço físico, de apoio e até mesmo de projetos e programas ligados à área.
Os frutos destas três décadas de vida também podem ser vistos através de pessoas que começaram no TEP e hoje vivem do teatro. O mais notório ex-integrante é Miguel Bretas, que faz teatro profissional em São Paulo e pode ser visto na telinha como o cliente que vai reclamar de uma argamassa, num comercial estrelado por Rolando Boldrin. Bretas começou no TEP aos 14 anos, na peça Édipo Rei.





