Companhia Ballet de Londrina abre portas para grupos brasileiros na América da Sul
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Redação FolhaWeb com Assessoria de Imprensa 
O diretor Leonardo Ramos e a Companhia Ballet de Londrina representarão a elite da dança contemporânea brasileira no Festival Internacional Dança Nueva, no Peru, de 24 a 30 de junho.
O grupo londrinense embarca pela sexta vez para o evento, realizado pelo Instituto Cultural Peruano Norte-americano (ICPNA), um dos centros peruanos de dança contemporânea mais importantes, promovendo uma programação intensa durante um mês em que, tradicionalmente se apresentam, como convidados quatro grupos. Além do Peru, Brasil, México e Estados Unidos.
A coreografia de estreia do Ballet de Londrina no festival, "Elogio", apresentada em 1997, abriu as portas não só para o reconhecimento do trabalho de Ramos e da consistência do elenco londrinense que, tradicionalmente forma em sua escola bailarinos, como Anderson Braz, que hoje é diretor de uma das mais importantes companhias do mundo, a israelense Maria Kong, mas também para grupos paulistas, goianos e do nordeste.
"Desde que nos apresentamos pela primeira vez, o curador do festival, Fernando Torres, nos convida e, pelo menos a cada dois anos, participamos do evento. É o tempo entre a estreia de um espetáculo e outro. O público já tem uma referência e acompanha a evolução do nosso trabalho em coreografias como Decalque, Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças e agora A Sagração da Primavera", comenta Ramos.
O grupo londrinense, que já alimentou polêmicas em torno de coreografias, como "Nunca", atrai a atenção do público peruano, que lota as apresentações, mas também da crítica sempre favorável.
Ponte aérea - O ano de 2012 é excepcional para a companhia londrinense, que fará a segunda viagem internacional. A primeira foi para a França e, logo que voltar do Peru, embarca para turnê pelo Nordeste.
Ramos destaca que, tradicionalmente, os espetáculos do festival peruano são assistidos por representantes de embaixadas. O que pode representar contatos para futuras apresentações em outros países, como os EUA, que também faz parte da programação.
"Realizaremos oficinas de dança, mostrando o nosso processo de trabalho, como já fizemos na França e na África, onde já nos apresentamos. Faremos ensaios abertos para a imprensa, conversas com jornalistas, o que é um processo importante para que conheçam a nossa linguagem", observa o diretor.


