A força da assinatura dos autores pode influenciar de forma estrutural o modo como a novela será apresentada ao público. Manoel Carlos, por exemplo, já teve folhetins dirigidos por Herval Rossano, Roberto Talma e Ricardo Waddington, mas encontrou no olhar de Jayme Monjardim o tom exato para seu estilo contemplativo. "A nossa velocidade é parecida e muito humana. Jayme consegue valorizar o meu texto e as novelas são lindas!", elogia Manoel.
Com a relação profissional desgastada por contra de trabalhos pouco expressivos como "Fina Estampa", Aguinaldo Silva decidiu procurar outro diretor de núcleo para suas novelas. No lugar de Wolf Maya, Rogério Gomes assumiu o posto e surpreendeu o autor. "Buscava o realismo com todas as minhas forças e Rogério me ajudou a incorporar essa realidade em 'Império'", conta o autor, que se surpreendeu com a densidade e a paleta de cores utilizada pelo diretor. "O autor sempre cria uma expectativa sobre as cenas. Há muito eu não ficava tão satisfeito com uma novela", analisa. (G.B.)

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