Os tempos são outros e os punks também. Mas só agora o Sex Pistols chega ao Brasil, 21 anos depois do primeiro show da banda em Londres. A banda punk que fez o rock’n’roll mais excitante no final dos anos 70 é a grande atração do Close Up Planet, o novo festival brasileiro, que acontece hoje, na Praça da Apoteose (RJ), e amanhã, na Pista de Atletismo do Ibirapuera (SP). As outras atrações são Cypress Hill, Bad Religion, Silverchair, Spacehog, Marky Ramone and the Intruders; e as brasileiras: Little Quail, Inocentes e Os Ostras.
‘‘Há dois anos, John Lyndon ligou e falou com todos: ‘‘Que tal refazer a banda?’’. Achamos a idéia legal e começamos a ensaiar’’, revela Glen Matlock, o primeiro baixista do Sex Pistols ( no lugar dele entrou Sid Vicius).
Sorte dos fãs. No repertório do show não devem faltar as lendárias faixas do disco ‘‘Never Mind The Bollocks’’, como ‘‘God Save the Queen’’, ‘‘Anarchy in The UK’’ e ‘‘Holidays in The Sun’’. E, é claro, as músicas do novo trabalho ‘‘Filthy Lucre’’ (lucro sujo, em inglês). ‘‘Todos os shows são diferentes, depende unicamente da resposta do público’’, explica. Quanto à volta da banda, Matlock diz: ‘‘Fazemos o que gostamos há mais de 20 anos. E, se fazemos bem, qual o problema de ganharmos bem? Fazemos nossas músicas como nos velhos tempos. Só que com uma cara nova. Isso é uma boa razão para o Sex Pistols voltar, você não acha?’’
Das outras oito bandas que participam do festival, Matlock não sabe bem quem são e muito menos que tipo de música tocam. ‘‘Podem pegar bandas de qualquer estilo, não faz diferença. De preferência, podiam pegar bandas só de mulheres’’, brinca. ‘‘Nem sei com quem iremos tocar aí no Brasil. O que importa é que somos o Sex Pistols’’, completa. Para quem não lembra, os outros integrantes do Sex Pistols são: Johnny ‘‘Rotten’’ Lydon (vocalista), Steve Jones (guitarra) e Paul Cook (bateria). O Close Up Planet é uma produção da Mercury Concerts, Water Brother Productions e Joker Comunicação.
Mas o Close Up Planet, além de um festival de música alternativa, traz algumas novidades. Como por exemplo, um tótem multimídia que será conectado ao site do evento na Internet e um minishopping com lojas de roupas, CDs, videogames, fastfood e estandes de várias entidades, entre elas a SOS Mata Atlântica, Gapa e o Projeto Tamar. Uma boa opção para passar o tempo enquanto os shows não começam. Outra novidade interessante são os equipamentos de realidade virtual, nos quais o público poderá jogar ‘‘As Mandalas’’, ‘‘O Cobra’’, ‘‘Virtual Odissey’’, ‘‘Cyberpark’’, ‘‘Orion System’’ e o ‘‘Sim 245’’. Além de tudo isso, para que o público não perca nada, haverá um anfitrião virtual, o ‘‘Vactor’’ (Visual Actor). Aliás, quatro ‘‘Vactors’’, que informarão tudo sobre o envento. Eles ficarão próximos às entradas.

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