Íris Abravanel tinha vontade de escrever uma novela desde que trabalhava com Walcyr Carrasco na revista Contigo, na década de 90. Mas só em 2008, e depois de mostrar que seria capaz de escrever uma sinopse, ela conseguiu a aprovação do marido Silvio Santos. Íris apresentou uma história ao diretor de dramaturgia do SBT, Davi Grimberg e ao supervisor de texto Yves Dumont. Tudo se passava em São Paulo, mais propriamente no Palácio do Governo, e a cidade enfrentaria uma enchente. ''Eles disseram que iam criar condições de contar essa história em nossa cidade cenográfica. Aprendi como sair de algo grandioso e colocar tudo dentro de nossa caixinha de possibilidades. Surgiu a fictícia Tirânia'', relembra Íris.
A autora contou com colaboradores para escrever a novela do SBT, que já foi toda gravada. Uma de suas ajudantes, inclusive, é uma professora de informática que a ajudou a resolver um problema em sua impressora. ''Ela estava sem fazer nada e acabou escrevendo uns textos para mim. De repente estava encarregada de desenvolver a história do núcleo principal'', confessa Íris, sem constrangimento. Mesmo com ajudantes, Íris também não esconde as falhas que cometeu pelo caminho. ''Incluí um cachorro em um dos núcleos. Mas depois me esqueci e ele sumiu. Quando me lembrei, escrevi que alguém em cena fazia carinho no cachorro para ele reaparecer'', destaca Íris, que desenvolveu o núcleo da academia sexual. ''Peguei o cômico porque mesmo quando eu escrevia sério, todo mundo dava risada'', afirma aos risos. (G.G.)

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