Como eu ia dizendo...
As coisas que não faço pelos meus queridos leitores e minhas queridas leitoras... Passei esta semana lendo o livro Avança Brasil, o programa de governo do candidato FHC à reeleição lembram? Comprei em um sebo. Uma pechincha. Quatro reais, esta sólida moeda que temos graças ao Gustavo Franco o Gustavinho e ao juiz Nicolau ... o Lalau.
São 332 páginas bem escritas. Estilo conciso, persuasivo. Por isso, no Avança Brasil, o leitor encontrará não só um projeto para o país, como também os meios para torná-lo efetivo, escreve Fernando Henrique Cardoso na orelha do livro. Há dúvidas de que ele o tenha lido; e a realidade brasileira que aí está, sem os meios e muito menos os fins de que trata a obra, justifica as dúvidas.
Valeu a pena a leitura. É uma peça sólida. Ficará certamente como uma das grande obras brasileiras de ficção deste século.
Tem gente muito mal-agradecida neste mundo. O juiz Lalau, por exemplo. Desaparece, não telefona mais...
Os tucanos têm razão de estar todos jururus.
O bipresidente anda no limite da sua queda de popularidade. Depois do trabalho da tropa de choque tucana para abafar o caso Eduardo Jorge, o Planalto se mobiliza para impedir que a seleção brasileira recupere o futebol perdido.
Se isso acontecer, nem o Luxemburgo salva FHC de ser a figura mais impopular do país. Brasil, sil, sil!
Já que perguntar não ofende mesmo, vamos lá: por quê tanta dificuldade de encontrar o juiz Lalau? Ninguém no Palácio do Planalto tem mais o telefone dele na agenda?
Continua normal a relação entre Leonel Brizola e Garotinho, o governador do Rio. E os cariocas têm enriquecido bastante seu arsenal de apelidos maldosos. É isso: política também é cultura.
Um artigo do publicitário Nizan Guanaes no provedor IG sobre Juan Villalonga, ex-todo-poderoso da Telefônica de Espanha, deixou a comunidade internauta de cabelos em pé.
Eu vi o grande Villalonga em ação é o título do texto do ex-DM9 e atual IG. Tudo bem, mas essas coisas a gente não revela em público. Já estou até pensando em botar um bloqueador de acesso à internet no computador lá de casa para as crianças não verem essas coisas.
O cerco aos fumantes é total. Ala separada para os que gostam de puxar uma fumacinha do toco, proibição do prazer de encher os pulmões de nicotina em tudo quanto é local público daqui há pouco estarão proibindo fumar até em tabacaria. Perseguição total. Andaram até prendendo uns anormais no metrô de Nova York. Motivo: portavam maços de cigarro e estavam com um deles na boca. Em público!
Logo, só restará aos fumantes o exílio na terra de Marlboro.
Jota
Já temos o censo. Agora falta o bom senso.
Coisas estranhas acontecem no Brasil: o juiz Lalau desapareceu e a Tiazinha também anda sumida. Tem coisa aí.
Edmundo no Santos? Benzadeus, não há santo que agááuente
1 Os esqueletos no armário a pasta Rosa, o grampo no BNDES, o Dossiê Cayman, a suposta compra de votos para a reeleição do governo do bipresidente FHC bem que dariam um belo filme. De quebra, poderia entrar também o fantasma do desemprego.
Coloque um Spielberg na jogada e a bilheteria daria para ajudar a equilibrar nossa balança. Colocaria no chinelo os R$ 169,5 milhões aplicados nas obras superfaturadas do Fórum Trabalhista de São Paulo que, aliás, fariam bonito no filme.
Para o papel do juiz Lalau, um ator inglês: Ronald Biggs.
2 O Brasil é mesmo um país sem memória. Já não se fala mais naquele caso do... aquele de mais de 30 milhões... que tinha aquele político ligado ao governo no meio... aquele.. o... peraí, gente... vou me lembrar...
3 O ministro José Gregori tem uma grande vantagem sobre os outros ocupantes da pasta da Justiça. Já entrou no ministério com os cabelos brancos.
4 Descoberto porque Ciro Gomes e Fernando Henrique Cardoso brigam tanto. É para decidir quem é cria do Itamar Franco. O problema é que nenhum dos dois quer ser.
5 Não há mais motivo para o mundo ocidental se preocupar tanto com a sucessão de Fidel Castro. O menino Elián Gonzalez agora orgulho cubano e celebridade na ilha, graças à direita cubana exilada em Miami surge como candidato imbatível.
6 Chama a atenção no site da candidata Marta Suplicy na internet a frase de apoio da cantora Rita Lee: Sou Marta desde criancinha. Como a roqueira já passou dos 50 anos, o apoio pode ser mal interpretado. Isso ainda vai acabar em queixa no Tribunal Eleitoral.
Não convidem para a mesma mesa o ministro José Gregori e o juiz Lalau. É a maior dificuldade para o primeiro encontrar o segundo.
Outro resultado interessante do caso Eduardo Jorge foi o tal lobbby ao contrário. Por isso que esses homens vivem estressados. Eles se sacrificam demais pelo Brasil.
Biondi, o mestre das contas
Nem fazer figa adianta: o mês de julho já fez o serviço reservado a agosto. Aloysio Biondi morreu no dia 21 de julho. Era o jornalista de economia com a escrita mais clara da imprensa brasileira. Bem humorado, foi um crítico bem articulado dos manda-chuvas da área econômica do governo. Uma pedra no sapato sempre de cromo alemão ou italiano, é claro dos ministros da Economia, presidentes do Banco Central e por aí vai. A maquininha de calcular do Biondi revelava tudo.
Todo dia eu corria na banca de jornais da internet para ler sua coluna diária no jornal paulista Diário Popular. Minha coluna fica mais pobre pobre, mas limpinha. Foi-se um dos meus informantes mais importantes.
Numa conversa que eu tive com ele depois de uma palestra sua brilhante, é claro aqui em Londrina, Biondi me confessou que o país teria muita dificuldade para sair do buraco em que os tucanos nos encalacraram todos. Estava bem pessimista quanto às possibilidades de nos safarmos.
Mas não desanimava nunca. Estava sempre nos estimulando com seu texto revelador, sua capacidade imensa de destrinchar as tramóias econômicas e financeiras que vem sempre escamoteadas em uma linguagem incompreensível para o leigo.
Perdemos um excelente tradutor do economês, língua tecnocrata criada para engabelar o brasileiro. Tchau, mestre.
DESMENTIDOS
A Vera Fischer não está tendo um caso com o Eduardo Jorge.
Não é verdade que o juiz Lalau está escondido na Casa da Dinda, em Brasília.
Jader Barbalho e o senador ACM não fizeram as pazes.
Ana Maria Braga e o Louro José são apenas bons amigos.
UTILIDADE PÚBLICA
Os tucanos não pedem minha ajuda quando se metem em trapalhadas políticas como no caso Eduardo Jorge. Depois ficam chamando a gente de fracassomaníacos.
Mas vou dar uma mão. O caso Eduardo Jorge se resolve facilmente.
1) Primeiro recontrata o homem.
2) Depois o demite.
Pronto: está resolvida a crise. É um estilo meio tucano, mas é o que temos. Ah, sim: neste período entre a recontratação e a demissão é preciso tomar todo cuidado para que ele não dê nenhum telefonema do palácio do Planalto.
Ara...e depois dizem que a gente não colabora.
Outra grande dúvida brasileira, junto com o sumiço do juiz Lalau é o sumiço do Duda Mendonça. Marqueteiro de Paulo Maluf, parece que os dois não estão nessa, digamos assim, peleja.
Estive no site do Maluf essa é uma das vantagens na internet, você pode entrar no site do Maluf sem nenhum risco de dar de cara com o próprio e para mim o Duda não está mais cuidando da qua... qualidade malufista. Site com visual ruim, baixa qualidade de conteúdo.
Onde andará o Duda? O Mendonça? Autor da magnífica frase Se o Pitta não for prefeito, nunca mais vote no Maluf, o publicitário anda fazendo falta. Ele e o Lalau.





