Uma comissão formada por executivos de todas as companhias aéreas, empresas especializadas nos sistemas informatizados de reserva e representantes da Associação Brasileira de Agências de Viagens-ABAV, Sindicato Nacional das Empresas Aeroportuárias-SNEA, e Junta das Companhias Aéreas Internacionais no Brasil-JURCAIB vai desenvolver um estudo para criação de novos procedimentos que permitam minimizar o no show, considerado a causa do já conhecido overbooking (venda de passagens acima do número disponível de assentos) praticado pelas companhias aéreas.
A decisão foi tomada semana passada, após uma reunião em São Paulo. ‘‘Precisamos analisar cuidadosamente todos os aspectos da questão, de um modo a encontrarmos soluções e não culpados’’, disse Goiaci Guimarães, presidente da ABAV Nacional. ‘‘O mais importante é não penalizarmos os passageiros.’’
Segundo o presidente da ABAV, o número crescente de no show - reservas aéreas não confirmadas - resulta em prejuízos cada vez maiores para o setor e acarreta consequências negativas para os próprios consumidores. Atualmente, o no show corresponde a até 22% do volume total de bilhetes emitidos para as viagens nacionais - o equivalente a cerca de 450 mil ocorrências/mês que, acrescidas de mais 5 mil ocorrências/mês, registradas para viagens internacionais, representaram prejuízos superiores a US$ 1 bilhão, somente durante o período de junho a agosto deste ano.

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