O lançamento oficial da campanha ''Quem financia a baixaria é contra a cidadania'', da Comissão de Direitos Humanos, foi feito ontem, às 14h30, em parceria com entidades da sociedade civil, durante seminário. A Comissão pretende que a sociedade reaja a este tipo de programação, que estimula a violência, não assistindo e nem comprando os produtos de patrocínio. Um conselho vai acompanhar a programação das emissoras de TV e indicar os programas que atentam contra os valores humanos e a cidadania. Os nomes dos programas serão colocados na Internet, num site que será criado, assim como os nomes das empresas e dos produtos que são patrocinadores dos programas. ''O que nós pretendemos é fazer um conselho com a maior amplidão possível. Nós não pretendemos fazer censura, como também não pretendemos cair no falso moralismo. A classificação dos programas concentra-se especificamente na afronta à Constituição Federal, aos Direitos Humanos, ao Estatuto da Criança e do Adolescente'', explica o presidente da Comissão, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP).
A campanha contra a baixaria na TV tem o apoio de 941 entidades, que participaram da VII Conferência Nacional de Direitos Humanos, em maio. Além da Internet, a campanha vai utilizar espaços da própria mídia, dos veículos de comunicação das entidades comprometidas com o exercício da cidadania e de parcerias com institutos com experiência na responsabilidade social das empresas.
Participarão do Seminário sobre a campanha os representantes do Sindicato dos Jornalistas, Joedson Alves da Silva, Paulo Miranda e Beto Almeida; da Fenaj, Beth Costa; o deputado Emerson Kapaz; a assessora parlamentar da Abert, Stella Cruz; a representante da Andi, Graziela Nunes; e da Abratel, Unicef, Conselho de Comunicação Social, Universidade Católica e outras entidades.
O lançamento será feito no plenário 9.

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