O mar de Pirambu se parece muito com o da capital sergipana. A faixa de areia é larga e as ondas são pequenas como em Aracaju. Nos fins de semana do verão, o lugar costuma ficar cheio, e as barraquinhas de madeira na beira da praia abrem. Quem quiser um almoço farto e em conta, no entanto, deve pegar o carro e andar em direção ao centrinho de Pirambu até o Restaurante Estação Verão.
Para os fãs de crustáceos, a melhor pedida é o crocante camarão à milanesa. A porção acompanha arroz e pirão.
Cuidado: não coma demais porque o caminho é longo até o hotel. Com a construção da ponte entre Pirambu e a Ilha de Santa Luzia (ou o município de Barra dos Coqueiros), o percurso é encurtado. Isso porque da ilha há uma balsa até Aracaju – os dois municípios estão distantes um quilômetro e são separados somente pelo Rio Sergipe. Sem a ponte, deve-se pegar a estrada direto para a capital ou vencer o trecho até a Atalaia Nova, uma praia de Barra dos Coqueiros, e então pegar a balsa.
Antes de retornar, vá até o canto final da praia do centrinho de Pirambu. Ali, há uma cooperativa de pescadores. À tarde, peixes e frutos do mar são desembarcados. Homens e mulheres trabalham em conjunto. Eles retiram os pescados e anotam o peso marcado na balança, enquanto elas descascam caixas de camarão. O preço é tentador (cerca de R$ 6 o quilo), pena que não dá para trazer o crustáceo para casa. Mesmo assim, uma passadinha pelo terminal de pesca completa o passeio em Pirambu.
Agora é partir em direção à Ilha de Santa Luzia a tempo de pegar a balsa para Aracaju no entardecer. Devagarinho, o sol vai morrendo atrás da fachada do Centro Histórico. Com a luz contra a lente da câmera fotográfica, um momento para guardar apenas na memória.

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