"Alto Astral" segue a receita básica das novelas tradicionais das sete, sobretudo as dos anos 1980 e 1990. A base da história e todas as tramas de destaque residem no conforto da comédia.
A principal vilã, a paranormal de araque Samantha, de Claudia Raia, é o melhor exemplo disso. Mais loura do que nunca, a atriz se diverte com as trapalhadas e armações de sua personagem, que perde o dom da vidência por querer faturar em cima de sua mediunidade. "Ela topa tudo por dinheiro. Chega ao desespero de forjar suas adivinhações só para não perder clientes. É uma vilã adorável e muito acima do tom", detalha Raia.
A comédia prevalece como principal apelo de outros núcleos, como a família Pereira, ou "Mapa Mundi". Manoel, de Leopoldo Pacheco, é pai de Afeganistão, Itália, Israel, e Bélgica, personagens de Gabriel Godoy, Sabrina Petraglia, Kayky Brito e Giovanna Lancellotti, todos batizados com nomes de países seguindo a tradição da família da falecida esposa de Manoel, Austrália. "Eles são totalmente desregulados e diferentes. Mas funcionam como uma típica família do interior, com seus problemas de relacionamento, carências e dificuldades financeiras", conta Leopoldo. (G.B.)

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