Luiz Henrique Nogueira, que está na pele do divertido e irreverente Laércio, em ''Cheias de Charme'', entende bem os altos e baixos da profissão de ator. Com 25 anos de carreira, focada, principalmente, no teatro, ele demorou a se encontrar na televisão. ''Fiquei muito tempo absorvido pelos palcos. Quando comecei, era comum renegar a tevê. Minha geração achava mais importante se manter longe do 'mainstream'. Mas logo a realidade se impõe. A televisão dá mais visibilidade ao ator'', admite Luiz, que estreou na tevê em 2002, na novela ''Sabor da Paixão''.
Em ''Cheias de Charme'', o ator vive o personagem que é braço direito de Chayene, a exagerada cantora interpretada por Cláudia Abreu. Pela proximidade de Laércio com a excêntrica perua, Luiz comemora a popularidade do seu personagem e destaca a química com a atriz durante as cenas. ''Antes mesmo das gravações começarem, eu e Cláudia tivemos alguns encontros para estudar o texto e as cenas'', admite o ator de 45 anos. Natural do Rio de Janeiro, esta é segunda vez que Luiz se destaca na tevê. A primeira foi com o carnavalesco Ubiracy, em ''Senhora do Destino'', em 2004. ''Fazer o Ubiracy foi muito doido. Eu realmente não esperava a repercussão que teve'', maximiza.
O jeito tranquilo e confiante do ator reflete as conquistas profissionais do carioca. O sonho da atuação, que perseguia Luiz desde que ele era um menino e chegava a se arrumar para assistir televisão, se realiza desde 1986, em uma trajetória extensa, com passagens pelo teatro, cinema e algumas novelas. ''Tenho até hoje na memória a sensação que eu tinha quando via determinadas cenas das novelas. Formei meu imaginário como ator assistindo televisão'', lembra.
Nome: Luiz Henrique Sade Nogueira.
Nascimento: Em 6 de novembro de 1966.
Primeiro trabalho na tevê: Em ''Sabor da Paixão'', de Ana Maria Moretzsohn, em 2002.
Atuação inesquecível: Laércio, de ''Cheias de Charme''.
Interpretação memorável: Nazaré Tedesco, personagem de Renata Sorrah em ''Senhora do Destino'', de 2004.
Momento marcante: ôA minha estreia no teatro, em 1986, na peça 'A Justiça', no Teatro Tablado'.
O que gosta de assistir: ''Novelas''.
O que falta na televisão: ''Telefilmes''.
O que sobra na televisão: ''Programas no estilo 'mundo cão'''.
Ator: Lima Duarte.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Se não fosse ator, o que seria: Jornalista.
Novela preferida: ''Selva de Pedra'', de 1972, escrita por Janete Clair.
Cena inesquecível: ''A morte da personagem da Marília Pêra na minissérie 'O Primo Basílio', em 1988''.
Melhor trilha sonora: ''Gabriela'', de 1975, de Walter George Durst.
Melhor abertura de novela: ôCheias de Charme".
Vilão mais marcante: Odete Roitman, de Beatriz Segall, em ''Vale Tudo'', de Gilberto Braga.
Personagem mais difícil de compor: ''Interpretar mocinhos é sempre complicado''.
Papel com mais retorno do público: Ubiracy, em ''Senhora do Destino'', de 2004, de Aguinaldo Silva.
Melhor bordão da televisão: ''Ai como eu tô bandida!'', da personagem Valéria, interpretada por Rodrigo Santana, do humorístico ''Zorra Total''.
Que papel gostaria de representar: Um jornalista investigativo.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Cláudia Abreu.
Filme: ôA Mulher do Lado", de 1981, de François Truffaut.
Livro de cabeceira: ''Ensaio Sobre a Cegueira'', de 1995, escrito por José Saramago.
Autor: Paul Auster.
Diretor: François Truffaut.
Vexame: ''Eu tinha 11 anos, estava em uma audição de piano tocando 'Serenata de Schubert'. De repente, travei, e sem saber o que fazer, levantei e fui embora''.
Um medo: ''Tenho pânico de lugares muito altos''.
Projeto: ''Quero levar para teatro um texto do Neil LaBute''.

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