ReproduçãoJulia Roberts e Cameron Diaz disputam o amor do mesmo homem nesta excelente comédia românticaDeve chegar esta semana às locadoras a melhor comédia de 1997: ‘‘O Casamento do Meu Melhor Amigo’’. Sem usar efeitos especiais de última geração ou torrar um orçamento estratosférico, o diretor australiano P.J. Hogan realizou um filme extremamente divertido, conseguindo superar a si mesmo. Hogan também é responsável pelo excelente ‘‘O Casamento de Muriel’’, cuja semelhança dos títulos, segundo ele, é mera coincidência.
Além de ser uma comédia de primeira, ‘‘O Casamento do Meu Melhor Amigo’’ tem outro mérito: ressuscitou a carreira da atriz Julia Roberts que estava em baixa depois de sucessivos fracassos como ‘‘Dossiê Pelicano’’ e ‘‘O Segredo de Mary Reilly’’, só para ficar entre os piores. Pela primeira vez em sua carreira, Julia Roberts faz uma vilã vingativa, perversa e maquiavélica. Ela interpreta a crítica gastronômica Julianne Porter que tenta de todas as maneiras impedir o casamento de seu amigo Michael O’Neal (Dermot Mulroney) com a doce Kimmy Wallace (Cameron Diaz).
Para alcançar seu objetivo, ela conta com a ajuda do seu editor George, interpretado por Rupert Everett, que consegue neste filme, sua melhor atuação. Explorando a assumida homossexualidade, ele rouba a cena de Dermot Mulroney, e é responsável por um dos melhores momentos do filme. Durante um jantar, ele canta o clássico pop ‘‘I Say a Little Prayer’’, sendo aos poucos acompanhado por todos os convidados. É uma cena antológica!
A exemplo de sua produção anterior na qual escolheu como trilha sonora as músicas ultracafonas do grupo Abba, em ‘‘O Casamento do Meu Melhor Amigo’’, o diretor P.J. Hogan resgatou o repertório meloso da cantora Dionne Warwick. Amparada num elenco no qual todos estão muito à vontade, esta comédia é diversão garantida com uma sucessão de cenas hilariantes e de extremo bom gosto. Duração: 105 minutos.

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