Comédia interativa volta ao palco
Simone Mattos
O público que for assistir à comédia A Velha Cômoda ou Como Vendi Minha Filha Para o Museu, que estréia hoje, em Curitiba, terá uma participação tão grande no espetáculo quanto o elenco. A peça é interativa e permite que mais de metade da apresentação seja conduzida pelos espectadores. Por isso, um espetáculo nunca é igual ao outro, afirma uma das atrizes, Ana Brito.
Com direção de Eugênio Gielow e interpretação do Grupo Casquinada Cênica, o mesmo que levou o prestigiado Madrágora aos palcos, a peça é uma história simples, uma comédia de costumes que faz parte do folclore alemão e que foi encontrada por acaso num baú que pertence a um dos integrantes do grupo.
Encontramos o texto pela metade, faltando o final, e então resolvemos criar um desfecho para a história, conta a atriz. Mais tarde, quando conseguimos resgatar o texto completo, achamos que o final que havíamos criado era mais interessante, justifica Ana. É por isso que o grupo decidiu permitir a interferência do público, tornando o espetáculo interativo.
Todos dirigem as cenas e dão dicas, adianta. Além desta, várias outras surpresas aguardam o público. A história, que estreiou no Fringe do Festival de Teatro de Curitiba, conta sobre o dia em que um comprador de móveis e o noivo que vem pedir a mão da filha em casamento chegam à casa da família no mesmo instante e são confundidos.
Segundo Ana, o espetáculo é caricato, trazendo figurinos extremamente coloridos, músicas dos anos 20 e 30, e maquiagem que aproxima os atores de bonecos de cera. A intenção é esta mesma, de que seja tudo muito exagerado para que o público pegue mais facilmente os nossos trejeitos, comenta a atriz. A idéia é provocar ao máximo a interação com a platéia.
A peça A Velha Cômoda ou Como Vendi Minha Filha Para o Museu estará em cartaz a partir de hoje, aos sábados e domingos, às 19 horas, no Teatro Novelas Curitibanas. Maiores informações pelo fone 233-8552.





