Comédia Disney nada original
Tudo mais ou menos emendado, Dia da Criança e Dia do Professor. As duas datas se encontram na próxima semana e fazem a alegria de mestres e alunos, de todos. Ou quase todos há sérias dúvidas quanto aos pais os envolvidos no chamado circuito escolar. Nesta generosa prévia das férias, a garotada se posiciona em busca de lazer. E o cinema sempre aparece como alternativa bem atraente. Um dos chamarizes para o ócio, que vai de segunda próxima até a seguinte, entram hoje em exibição nacional. É ''Super Escola de Heróis'' (confira a programação de cinema na página 2), entretenimento no entanto de pouca valia diante desta maravilha artesanal que se chama ''Wallace & Gromit A Batalha dos Vegetais'', recomendação incondicional.
Na fórmula previsível, Will (Michael Angarano) é um jovem adolescente com o habitual perfil da faixa etária. Suburbano, pré-universitário, ele exibe os mesmos problemas de todos: amigos, namoradas, notas na escola. O mais complicado, no entanto, é que ele sofre pressão extra porque representa a terceira geração de uma família de heróis. Por isso frequenta escola específica, a Sky High do título original. É escola de elite, destinada a transformar estudantes superdotados em super-heróis de amanhã. Mas o ano letivo está começando, e nada de poderes extras para Will, embora ele os descubra ao longo do filme. Mas enquanto isso, o garotão tem que enfrentar um monte de problemas, e o que é pior, sem poder dizer nada aos pais, The Commander (Kurt Russell) e Jetstream (Kelly Preston), idolatrados super-heróis.
Nem uma trama veloz ou situações maluquinhas ou efeitos visuais sempre a postos conseguem arrancar algo além de um sorriso complacente. A narrativa transita sem competência num território que deveria ser o da comédia inofensiva mas esperta, aquele tipo Disney-familiar que em outros tempos ainda oferecia pelo menos algum ingrediente original, uma ou outra situação mais divertida, um gag mais inspirado. O final não poderia ser mais aborrecido e previsível: um baile em que os bons se dão bem e os maus recebem o castigo habitual. E o espectador, mesmo inocente, recebe junto sua cota de punição.(C.E.L.J.)





