Comédia de cara limpa
O que é a arte do insulto?
É uma stand-up comedy, uma comédia de cara limpa, em que me apresento sozinho no palco tratando de temas pouco convencionais em espetáculos de humor.
Quais temas, por exemplo?
Falo de religião, igreja, pena de morte, eutanásia. Como sou gaúcho e judeu, falo também das minhas raízes. Levo para o palco o meu cotidiano, as minhas experiências pessoais. Chamei o espetáculo de Arte do Insulto para as pessoas irem preparadas.
Alguém já se manifestou na platéia ao se sentir incomodado com o que você falava em cena?
Nunca tive problemas, porque não trato desses assuntos de forma agressiva ou preconceituosa. Tenho opiniões fortes, mas nada que gere mal-estar.
Quando você começou a se interessar pela stand-up comedy?
Há muito tempo. Lembro de Chico Anysio, que já fazia isso nos anos 70. Em 2004, eu e outros atores decidimos fundar o clube da comédia stand-up, que funciona em São Paulo e no Rio de Janeiro. É a primeira experiência no Brasil de formação de grupos e atores para essa modalidade de humor. Somos pioneiros.
O que diferencia a stand-up comedy de sua geração daquela feita pela geração do Chico Anysio?
Uma das características da retomada é a identificação da platéia com os temas abordados nos espetáculos. Noto que, quando falo da fila de banco ou do manequim da loja, as pessoas riem mais por se identificar com a situação do que por outro motivo.
Seus vídeos no site Youtube tornaram-se um fenômeno de visitas na web. A que você atribui essa repercussão?
Meus vídeos no Youtube já receberam 5 milhões de visitas. Como eu disse, esse tipo de comédia que faço tem um certo frescor para as platéias jovens. Além disso, tenho uma relação antiga com a internet, através da qual divulgo meus trabalhos desde 1998. Assim, consigo linkar o público com meus espetáculos. Aliás, recebo muitos e-mails de Londrina. Espero que o pessoal apareça no Teatro.





