Comédia centralizada
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Geraldo Bessa<br>TV Press 
Chega um momento em que mudar não é apenas necessário, mas questão de sobrevivência. Wellington Muniz, ou melhor, Ceará, que o diga. Protagonista do "A Grande Farsa", do Multishow, o humorista poderia ainda ficar anos a fio na companhia da trupe do "Pânico", que, mesmo sem a relevância de outrora, ainda rende boa audiência na Band.
No entanto, na ânsia por sair da mesmice e desenvolver um programa mais autoral, aos 42 anos, Ceará se rendeu aos convites e à programação voltada para o humor que o Multishow tem privilegiado. "Estou trabalhando com um tom de liberdade que nunca tive. Mas tenho consciência da grande responsabilidade que é essa aventura solo. Por isso, participo de todo o processo de criação e desenvolvimento do programa. Minha pretensão aqui é ir além do humor e ser um comunicador", entrega.
Natural de Fortaleza, capital do estado que lhe deu o nome artístico, o humorista enveredou pela tevê a partir de uma frutífera carreira no rádio, onde estreou no início dos anos 1990. Exímio observador e "workaholic" assumido, Ceará enxergou na televisão uma forma de não apenas desenvolver vozes e intenções, mas dar cara às suas criações, entre elas imitações de sucesso como as de Silvio Santos e Marília Gabriela. "Eu gosto de homenagear as pessoas através das minhas imitações. É bacana analisar os detalhes, exagerar algumas atitudes. Fico muito feliz quando sei que meu alvo gosta do trabalho", conta.
Nome: Francisco Wellington de Moura Muniz.
Nascimento: Em 23 de fevereiro de 1973, em Fortaleza.
O primeiro trabalho na tevê: "Em 1995, na TV Jangadeiro, afiliada na Band, fui repórter de um programa que sorteava carros".
Momento marcante na carreira: "Quando fui contratado pelo Multishow".
A que gosta de assistir: "Vejo 'A Grande Farsa' (risos)! Brincadeiras à parte, vejo Jimmy Fallon, 'Vai Que Cola', 'Domingão do Faustão', 'Programa Silvio Santos', 'Ellen DeGeneres', 'reality shows' do FX, 'The Voice', 'TVZ', curtia muito 'SuperStar'. Sou um cara que gosta de televisão".
A que nunca assistiria: "Depois que casei, não assisto mais à faixa sensual do Multishow".
O que falta na televisão: "Não sei o que falta. Mas gostaria de me ver como uma opção na tevê".
O que sobra na televisão: "O sensacionalismo. Acho que poderíamos ter mais programas de humor e entretenimento do que só explorar desgraça pela audiência".
Ator: Paulo Autran.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Livro: "Foco", de Daniel Goleman.
Esquete de humor inesquecível: "Quando o Renato Aragão imitava a Maria Bethânia em 'Os Trapalhões'".
Imitação mais difícil de fazer: "Louis Armstrong e Tina Turner, que exigem muito da voz".
Que imitação gostaria de fazer: Michael Jackson e Gal Costa.
Personagem com mais retorno do público: Silvio Santos.
Programa de humor que gostaria que fosse reprisado: "Balança Mas Não Cai", "Chico City" e "Cabaré do Barata".
Se não fosse humorista, o que seria: "Cantor ou jogador reserva de futebol".
Melhor bordão: "'Nada é o que parece ser', que eu uso em 'A Grande Farsa'".
Mania: "Falar sozinho".
Medo: "Não sei dizer um. Mas acho importante. Medo me faz caminhar e persistir".
Projeto: "Fazer um bom filme e um musical".
Serviço
"A Grande Farsa" De segunda a sexta, às 22h30, no Multishow


