Começam filmagens de Tropa de Elite 2
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Roberta Pennafort<br> Agência Estado 
Um capitão Nascimento amadurecido, pai de um adolescente, que reflete mais sobre sua condição e tem como desafio combater as milícias (grupos criminosos formadas por policiais e bombeiros) é o personagem central de Tropa de Elite 2, do diretor José Padilha - continuação de um dos maiores sucessos do cinema brasileiro, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2008.
As filmagens, no Rio, começam na semana que vem, e a previsão de estreia é 13 de agosto, mas os envolvidos nada falam sobre sua trama. Faz parte da estratégia para conter a pirataria, que tirou do longa, nas contas da produção, 9 milhões de espectadores oficiais (2,5 milhões de pessoas assistiram na telona; o resto, em DVDs piratas).
''Vamos montar o filme dentro do caveirão'', brincou o produtor Marcos Prado. ''A ilha de edição será quase um bunker. Temos orçamento e equipe só pra isso''. Caveirão é o veículo blindado da Polícia Militar do Rio, usado em operações arriscadas. Padilha lembrou que a primeira cópia pirata de Tropa surgiu na empresa de legendagem; dessa vez, o número de funcionários que terão contato com a matriz será reduzido. ''O Zé disse que se a gente contar qualquer coisa, vai pro saco'', brincou Maria Ribeiro, a Rosane, mulher de Nascimento.
A equipe é a mesma do primeiro filme. O elenco, encabeçado por Wagner Moura, conta, mais uma vez, com André Ramiro (um André Matias de alta patente) e Milhem Cortaz (capitão Fábio). Os rostos novos são Tainá Muller (de Cão Sem Dono), que fará uma jornalista, Irandhir Santos (da minissérie A Pedra do Reino), Seu Jorge (um bandido, como em Cidade de Deus), além do garoto Pedro Van Held, o filho de Nascimento, agora com 13 anos.
Todos passaram os últimos meses em intenso treinamento, inclusive com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Os questionamentos sobre segurança pública e crime no Rio, que motivam Padilha desde o documentário Ônibus 174, continuam a ser explorados. ''A gente não gosta de fazer filme à toa, por fazer''.


